Descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos
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  Monsenhor João Clá Dias, EP

Descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos
Redação - 2010/06/02

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‘Enviai vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra'. (Ps. 103, 30)

"Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu- lhes então una espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At.2, 1-4).

Preparação:

Nosso Senhor havia preparado durante três anos os 12 Apóstolos e os discípulos, para a grande missão de difundir o Evangelho pelo mundo. Imaginemos o maior dos professores, o mais ilustre e mais sábio, que a história possa ter conhecido, não se compararia com Nosso Senhor, pois, Ele além de ser o maior dos mestres, é acima de tudo Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo de Deus encarnado, o Homem-Deus, portanto, é a própria Sabedoria Encarnada.

O Divino Mestre tinha-lhes dado a doutrina, o poder de perdoar os pecados, o poder de fazer milagres, enfim, todos os elementos para começar a desempenhar a missão; mas, tinham medo, pois se sentiam insuficientes (eram apenas 12 em relação ao mundo inteiro), para a grande obra. Tendo medo, esperavam um auxílio especial que havia sido prometido pelo próprio Mestre - ‘Era necessário que Ele fosse para que viesse o Espírito' - Era o Espírito Santo que descendo sobre suas pessoas, daria as forças necessárias para cumprir a sua missão.

Eles estavam recolhidos no Cenáculo em oração, juntos com Maria, a Mãe de Jesus. Eles esperam o Consolador; Aquele que traria os dons e a força necessária para executarem a imensa obra que tinham diante de si.

Oração Inicial

Oh! Maria, Rainha dos Apóstolos, Virgem e Esposa do Divino Espírito Santo, comunicai-nos Vossa Sabedoria e piedade, o Vosso ardor e espírito de oração, o Vosso insondável amor de Deus.

Oh! Virgem das virgens, ó Mãe das mães, ó Rainha dos Anjos e dos homens, vamos iniciar esta meditação para reparar o Vosso Coração Imaculado e que este possa em determinado momento triunfar plenamente.

Nós Vos pedimos, Senhora, dai-nos uma fagulha de Vosso amor para bem meditarmos sobre este aspecto de Vossa vida, da vida da Igreja, para assim podermos melhor servir ao Vosso Imaculado e Sapiencial Coração.
Assim seja!

I - "Estavam em oração".

"E quando se completaram os dias de Pentecostes, estavam juntos no mesmo lugar" (At 2, 1)

No cenáculo, diz São Lucas nos Atos dos Apóstolos, estavam presentes os Apóstolos e os discípulos: cerca de 120 pessoas, entre as quais os 12 apóstolos, os 72 discípulos e as santas mulheres.

Quanto esta cena que se passa no Cenáculo incentiva a oração em conjunto, a oração em família: Reúnem-se o pai, a mãe, os filhos e filhas, os parentes, os empregados para pedirem algo; esta oração tem mais valor do que aquela feita individualmente. Em nossa comunidade, quando rezamos em conjunto, a força de impetração é maior do que quando estamos a sós.

No Cenáculo, está o exemplo da força da oração feita conjuntamente e com amor, pois é essa oração que alcança de Deus tudo quanto se pede, sobretudo quanto se trata de benefícios sobrenaturais. Estavam juntos com a Santíssima Virgem, reunidos em oração, pois, a oração em conjunto tem um valor especial, devido a promessa feita por Nosso Senhor no Evangelho. ‘Ainda vos digo que, se dois de vós se unirem entre si sobre a terra a pedir qualquer coisa, esta lhe será concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque onde se acharem dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no meio deles'. (Mt 18, 19 e 20).

1 - Rezam com humildade ...

Eles então rezam, porque sabem que precisam obter graças especiais. Eles sabiam que não alcançariam essas graças pelos próprios méritos, pois de fato eles não os tinham - era já o que tinha sido comprovado durante a Paixão - eles eram fracos e porque tinham bem presente a sua fraqueza, é que rezavam a espera da graça. Rezavam em conjunto.

Os Apóstolos sabem perfeitamente qual é a missão que lhes cabe, eles tem medo, não tem forças suficientes para cumpri-la, então o que fazem? Rezam, oram ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo e com a oração se passa isso, à medida que se vai rezando, à medida que se empenha mais em pedir, a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, nosso Anjo da guarda vão alimentando o nosso fervor e com isso o desejo de alcançar aquele beneficio vai crescendo cada vez mais.

2 - ... e recolhimento.

Estavam recolhidos, modo excelente de preparação para grandes acontecimentos. O próprio Jesus passara 40 dias no deserto, antes de iniciar sua vida pública. Embora não se possa dizer que os apóstolos estivessem melhores do que antes, haviam tomado uma atitude sapiencial. A graça de Pentecostes será, de algum modo, o desabrochar de uma flor, cuja semente vinha germinando em suas almas. Quer dizer, apesar dessa graça ter sido gratuita, uma iniciativa de Deus, eles, em certa medida, prepararam o caminho para ela.

Eles então iam fazendo as suas súplicas no silêncio do recolhimento, com a alma longe das preocupações exteriores e sempre mais implorando aquilo que necessitavam. Aos poucos a piedade, a devoção, o fervor, iam aumentando.

3 - Ponto fundamental: oravam com Maria - Mãe da Igreja.

Mas não nos esqueçamos, estava também presente no Cenáculo, Maria. Ela se uniu à oração dos Apóstolos, Ela que não tinha nenhuma autoridade jurídica, no entanto, lá estava a nossa Mãe como Medianeira, para dar força ao pedido deles. Todas as nossas orações devem ser feitas por meio de Maria, todo pedido feito por intermédio dela, tem muito mais audiência junto ao seu Divino Filho.

Eis a condição para receber as graças do Espírito Santo. Como esposa dEle, Nossa Senhora deve Lhe ter pedido que descesse sobre os apóstolos. Reunindo-se com a Santíssima Virgem, os apóstolos obtiveram graças que liberaram suas almas dos últimos obstáculos para se beneficiarem por ocasião de Pentecostes.

 II - O Nascimento da Igreja

Encontravam-se absortos na oração quando se fez ouvir um ruído estrondoso e um vento impetuoso. Em seguida, apareceram pequenas chamas. Segundo uma piedosa e antiga tradição, a primeira língua de fogo - a mais rica - pousou sobre a cabeça de Nossa Senhora, e a partir dela se multiplicou para os outros.

Por que essas manifestações extraordinárias?

Deus quis tornar visível a chegada da torrente de graças que estavam sendo derramadas sobre todos os presentes. Eram graças místicas eficazes e superabundantes que "invadiram" o cenáculo.

Que plenitude de graças desceu sobre os Apóstolos, os discípulos e sobretudo sobre a alma de Nossa Senhora: que mudanças começariam a se realizar depois desse acontecimento ?

Conta São Lucas que naqueles dias Jerusalém estava repleta de judeus e gentios de todos as partes da terra. Como o ruído da ventania fora ouvido por toda a cidade, reuni-se uma multidão diante do Cenáculo e quando São Pedro e os Apóstolos começaram a falar, todos entenderam na sua própria língua o que eles diziam. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração' (At 2, 5-7).

Como resultado de um sermão lindíssimo feito por São Pedro, alguns se converteram, e não foram poucos - nada mais, nada menos que três mil pessoas foram batizadas naquele dia.

A Igreja nasce com três mil conversões neste dia de Pentecostes.

Foram batizadas três mil pessoas. Em poucas horas, a Igreja passava a contar com pelo menos 3.120 membros. Era o início do apostolado em sistema de "avalanche", que se multiplicaria quando os apóstolos começassem a fazer milagres. Em breve iam estender a evangelização por todo o mundo antigo, e chegaria um momento em que o Império Romano inteiro estaria cristianizado.

1 - Nosso amor pela Santa Igreja.

Festa do amor de Deus, Pentecostes nos trás esta mensagem: devemos ter pela Santa Igreja Católica um amor sem limites, que se traduza em interesse candente por ela, em orações, em obras de apostolado. Se nós católicos formos assim, todos os males que afligem o mundo de hoje serão vencidos.

Este é o mistério que deve nos encantar no dia de hoje para assim podermos reparar o Imaculado e Sapiencial Coração de Maria.

Vemos que nos nossos dias a maldade vai fazendo progressos assustadores, e por isso devemos implorar, insistir, para que de uma forma inesperada, desça o Espírito Santo novamente. Precisamos de uma nova Pentecostes, precisamos da restauração de todas as coisas e da renovação da face da terra

‘Enviai Senhor o vosso Espírito Criador e toda a face da terra será renovada.'

Cfr: Revista Arautos do Evangelho, nº 5 - maio 2002 - pág. 6-10, autor: Mons. João S. Clá Dias . . .

 2 - O pedido de uma nova efusão de graças.

O mundo esqueceu-se de Deus, o mundo está ateu; alguns chegam a duvidar das profecias feitas por Nossa Senhora em Fátima. Não é preciso profecias: não foi porque Noé recebeu a revelação de Deus que houve o Dilúvio, este veio por causa dos pecados da humanidade.

Se a humanidade não se converter e se continuarem a caminhar para o pecado e para o crime como tem caminhado, nós devemos esperar uma manifestação de Deus nos acontecimentos, com ou sem profecia, pois, o que importa é a Ordem estabelecida por Ele.

Oração Final:

Oh!Rainha dos Apóstolos, Rainha da Paz, nossa Mãe celeste todo feita de amor a Deus, contemplamos nesta meditação o papel fundamental que tivestes neste mistério de Pentecostes, enquanto Medianeira que obteve de Deus esta vinda da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade; sendo tão magnífica que transformou inteiramente os Apóstolos, os discípulos e deu início a Santa Igreja Católica. Contudo, Senhora, hoje nos encontramos numa situação pior do que a daqueles tempos; tudo quanto pedis é atendido, pedi também agora, como Esposa do Divino Espírito Santo que Ele venha e converta a humanidade tão pecadora e assim possamos cantar e proclamar cheios de júbilo, o cântico de Vosso triunfo:

Vosso Coração Imaculado triunfou! Assim seja!

Texto baseado na alocução do Mons. João S. Clá Dias, Catedral da Sé de São Paulo, dia 10/ 09/2004; sem revisão do autor.


Vinde Divino Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso Amor!

Ó Espírito Consolador, que descestes no cenáculo sobre Maria, os Apóstolos e discípulos, operando neles a mais admirável transformação, vinde também sobre nós com a abundância de vossos dons e frutos.

Purificai o meu coração de tudo o que me afasta de Vós. Ó Esposa do Espírito Santo, Maria Imaculada suplicamos vossa poderosa intercessão, a fim de inflamar-nos no vosso amor e curai as nossas franquezas, com a força de vossa unção.

Amém.


Oração de Santo Agostinho

Ó Divino amor, ó vínculo sagrado que unis o Pai e o Filho, espírito onipotente, fiel consolador dos aflitos, penetrai nos abismos profundos do meu coração e fazei ai brilhar vossa resplandecente Luz. Derramai vosso doce orvalho sobre esta terra deserta, afim de fazer cessar sua longa aridez.

Enviai os dardos celestes de vosso amor até o santuário de minha alma, de modo que nela penetrando acendam chamas ardentes que consumam todas as minhas fraquezas, minhas neglig^ncias e meus langores. Vinde, vinde doce Consolador das almas desoladas, refúgio no perigo e protetor na aflição desamparada.

Vós que lavais as almas de suas sordícies e que curais suas chagas.
Vinde, força dos fracos, apoio daqueles que caem.
Vinde, doutor dos humildes e vencedor dos orgulhosos.
Vinde, pai dos órfãos, esperança dos pobres, tesouso dos que estão na indigência.
Vinde, estrela dos navegantes, porto seguro dos náufragos.
Vinde, força dos vivos e salvação dos moribundos.
Vinde, ó Espírito Santo, vinde e tende piedade de mim!

Amém!

 

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