V/. Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R/. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

“Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda.

Pilatos redigiu uma inscrição e a fixou por cima da Cruz. Nela estava escrito: ‘Jesus de Nazaré, Rei dos judeus’” (Lc 23, 33; Jo 19, 19).

Por fim chega Jesus ao Calvário, lugar onde, segundo uma piedosa e antiga tradição, Adão havia sido sepultado. Ali abundara o pecado, ali transbordaria a graça.

Crucificado! Aquela mesma Cruz que tanto Lhe pesara sobre os ombros seria o seu instrumento de morte.

Os braços? Abertos, para atrair a Si a humanidade inteira, conforme afirma São João Crisóstomo.

Já em estado pré-agônico, enormes cravos perfuram as suas sagradas mãos e divinos pés, levando Jesus a contorcer-Se de dor.

O requinte da maldade de seus acusadores chega ao ponto de O crucificarem entre dois ladrões para ser considerado também como tal.

Enquanto os soldados repartiam entre si os haveres materiais do Divino Crucificado, Ele entregava sua preciosa herança – Maria Santíssima – ao discípulo amado, num último e supremo gesto de amor filial.

Ó Jesus meu! Vejo, nesta meditação, o drama da loucura de amor de um Deus por suas criaturas. Se fosse eu o único a haver pecado, vosso procedimento não teria sido outro. Vós fostes crucificado por mim.

Concedei-me as mesmas graças derramadas sobre o Bom Ladrão e possa eu, assim, um dia estar convosco no Paraíso.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.

R/. Tende piedade de nós.

V/. Pela misericórdia de Deus, descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R/. Amém!