Vaticano qualifica de "assassinato" autorização de eutanásia para mulher
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Vaticano qualifica de "assassinato" autorização de eutanásia para mulher
Gaudium Press - 2009/02/03

Roma (Terça, 03-02-2009, Gaudium Press/AFP) O Vaticano qualificou nesta terça-feira de "abominável assassinato" a interrupção da alimentação artificial da italiana Eluana Englaro, em coma desde que sofreu um acidente de carro em 18 de janeiro de 1992. Eluana, hoje com 37 anos, foi transferida ontem à noite para a clínica que aceitou cessar a alimentação da jovem, feita via sonda.

O caso de Eluana provocou um intenso debate nacional sobre a eutanásia e protestos e mobilizações de organizações católicas contrárias à interrupção da alimentação.

Após uma longa batalha judicial de mais de 10 anos, o pai da jovem conseguiu em novembro parecer favorável da Corte de Cassação de Milão para a suspensão da hidratação e da alimentação artificial de Eluana, o que, na prática, equivale à eutanásia.

A ordem, entretanto, não foi prontamente aplicada por pressão do ministro da Saúde italiano, Maurizio Sacconi, que afirmou que diretrizes constitucionais proibiam o cumprimento da sentença judicial por hospitais públicos.

Depois que a clínica "La Quiete" de Udine anunciou em janeiro a disposição para receber a paciente, apesar das pressões governamentais e religiosas, várias autoridades do Vaticano e políticos manifestaram contrariedade. De acordo com os médicos, dentro de três dias a alimentação artificial de Eluana deixará de ser introduzida via sonda.

"Detenham este assassinato!" clamou em uma entrevista ao jornal La Repubblica o cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no campo da Saúde, do Vaticano. "Interromper a alimentação e a hidratação de Eluana equivale a um abominável assassinato e a Igreja não cessará de denunciá-lo aos gritos", acrescentou.

"A Igreja defende a vida e sua posição não muda por veredicto judicial", comentou o cardeal mexicano.

O papa Bento XVI afirmou no domingo, durante a benção do Ângelus, que considera "inaceitável" o que chamou de "eutanásia". "A eutanásia é uma falsa solução para o drama do sofrimento" disse o pontífice, e "um ato indigno para o homem".

Para o pai de Eluana, que luta há 10 anos na justiça para obter a suspensão do tratamento, a filha "prefere morrer a ser mantida viva artificialmente".

 

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