“Aborto provoca mais de 50 milhões de vítimas ao ano”, recorda bispo argentino
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  Santo Antonio Maria Claret

“Aborto provoca mais de 50 milhões de vítimas ao ano”, recorda bispo argentino
Gaudium Press - 2012/04/13

Oberá (Sexta-feira, 13-04-2012, Gaudium Press) Preocupado com a força que vem ganhando os movimentos pró-aborto em muitos países do mundo, sobretudo, na América do Sul, o bispo de Oberá, na Argentina, Dom Santiago Bitar, enviou nesta semana uma carta aos fiéis de sua diocese criticando esta prática que, legalizada em alguns países, "provoca mais de 50 milhões de vítimas ao ano, o que supera as mortes de todas as guerras do século XX, inclusive as duas guerras mundiais", disse.

O prelado usou seu artigo principalmente para falar a respeito de sua homilia proferida na Sexta-feira Santa, que foi, segundo ele, mal entendida por alguns. " ... nunca disse que 'os que estão a favor do aborto são genocidas e tem que ser postos para fora da pátria'. Esta frase, segundo Dom Bitar foi mal empregada por meios de comunicação que uniram equivocadamente palavras da introdução a uma oração e as de uma entrevista dada pelo prelado.

Recordando palavras de sua homilia, o bispo argentino voltou a acusar de contraditório um Estado que se diz democrático não defender "os direitos humanos dos menores indefesos", chegando, inclusive "a obrigar médicos a destruir vidas inocentes". "Não estamos ante as portas de um "silencioso", mas sangrento genocídio?" questionou Dom Bitar.

No entanto, se há profissionais da área da saúde que se sentem mal com a decisão de governos em favor do aborto, há muito deles, segundo a ótica do prelado, que não a devida atenção ao assunto. Neste sentido, Dom Bitar criticou, então o silêncio destes profissionais "que conhecem bem que o embrião é uma vida humana distinta e não um pedaço da mulher, ou um órgão a mais do qual se pode prescindir".

Outros alvos de críticas do bispo foram os organismo de Direitos Humanos e grupos ecologistas. Segundo o prelado, os primeiros pouco se manifestam nesses casos, dando a impressão de que os "direitos são somente para alguns e não para todos" e os segundos "só defendem animais e plantas, mas se calam a respeito das crianças não nascidas".

Dom Bitar também reclamou do silêncio de muitas autoridades políticas, meios de comunicação, instituições sociais e inclusive representantes de crenças religiosas. "Como argentinos, ao longo da história, pagamos caro pelo silêncio. Nesta encruzilhada, se nós não falarmos quem falará? Quem será a voz das criaturas que não têm voz?",alertou, por fim, o prelado.

Assim como no Brasil, a Argentina se viu envolta nos últimos dias com questões relacionadas ao aborto. Com a diferença de que no país de língua espanhola, a decisão era referente ao bebê concebido em decorrência de estupro. Da mesma maneira que a justiça brasileira, o supremo argentino votou contra a descriminalização do aborto, decidindo no inicio de março que os casos de abortos realizados por mulheres que foram estupradas não são passíveis de punição nem precisam de trâmite judicial para serem feitos.

Tal medida causou grande descontentamento em diversas setores da sociedade argentina, principalmente na Igreja Católica. Na ocasião, a agência católica Aica lembrou um pronunciamento do Episcopado argentino feito em agosto de 2011, no qual é lembrado que, quando uma mulher está grávida, se trata de duas vidas, "e ambas devem ser preservadas e respeitadas, porque o direito à vida é o direito humano fundamental".

Com informações da ACI e agências.

 

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