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Eucaristia


Os Frutos da Eucaristia
 
AUTOR: PE. RAFAEL IBARGUREN SCHINDLER, EP
 
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Receber a Jesus, Pão de Vida, é o objeto imediato da instituição do sacramento. "Tomai e comei", "tomai e bebei", "fazei isto me memória de mim"

Em meditações anteriores abordamos o tema fascinante dos frutos da Eucaristia, ainda que não de forma exaustiva como abarcar algo tão inefável? No entanto, sobre o particular, se podem esquematizar noções básicas que poderão ser de proveito para as almas.

Falamos aqui não propriamente do mistério Eucarístico ‘in genere’ que é um assunto vastíssimo, mas especificamente dos Eucaristia..jpgfrutos da comunhão sacramental.

Receber a Jesus, Pão de Vida, é o objeto imediato da instituição do sacramento. “Tomai e comei”, “tomai e bebei”, “fazei isto me memória de mim”: Tal é o mandato formal de Cristo na última ceia, antes de padecer e de morrer. É claro que comungar implica adorar; ambas coisas vão juntas.

O ensinamento da Igreja sobre os frutos da comunhão foi recolhido em diversos livros clássicos de orações e em manuais piedosos que, contrariamente ao que alguns pensam, não têm saído de moda… E isso, simplesmente, porque o alimento (o Redentor) e o comensal (qualquer redimido) são essencialmente os mesmos em todo tempo e lugar.

Meditemos, então, dez frutos ou benefícios da Comunhão:

1.- “Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele” (João, 6, 56). Este é o primeiro e melhor fruto da comunhão sacramental: identificar-se plenamente com Nosso Senhor Jesus Cristo, unir-se intimamente com Ele, ideal supremo do cristão.

2.- Sendo a Eucaristia o alimento específico da vida sobrenatural, precisamos nutrir-nos dela para perseverar e crescer nessa vida. Do contrário, a vida se desaparecerá e tenderá a morrer… Sem comida material, o corpo declina e morre; sem o alimento celestial a alma não vive sua filiação divina e se torna murcho.

3.- A comunhão recebida dignamente aparta do pecado e dá forças. Cristo entregou seu corpo e derramou seu sangue precisamente “para o perdão dos pecados”, segundo reza a fórmula da consagração.

4.- O efeito da comunhão vai ainda mais além: apaga os pecados veniais (pensemos que se a água benta já os apaga quanto mais o Corpo de Cristo!) e é um antídoto contra o pecado mortal, preservando-nos de cometê-lo.

5.- O amor, como virtude teologal infundida no bautismo, é reavivado e feito fecundo com o alimento eucarístico que é, ainda, remédio. A comunhão exercita e faz operante a rainha das virtudes (a caridade) e todas as demais.

6.- A comunhão que nos une a Cristo, também nos incorpora plenamente ao corpo místico de Cristo que é a Igreja. “Te peço que todos sejam um. Pai, o mesmo que tu estás em mim e eu em ti que também eles estejam unidos a nós; deste modo, o mundo poderá crer que tu me enviou. Eu lhes dei a eles a glória que tu me deste a mim, de tal maneira que possam ser um, como somos nós” (João 17, 21-22.). “A Igreja vive da Eucaristia”, é o título da encíclica eucarística de São João Paulo II.

7.- O pão eucarístico se parte, reparte e se comparte. E nestes gestos, os beneficiados são os pobres, os que o são de espírito e os carentes. Não é esse o significado do lavatório dos pés que precedeu à instituição da Eucaristia no Cenáculo? AConsagração Santa Missa..jpg comunhão nos impulsiona a ser serviçais com os mais necessitados.

8.- Que “todos sejam um” (João 17, 21) disse Jesus. Pelo vínculo com os demais na verdade e no amor fraterno se chega à unidade tão anelada. Enquanto os cristãos que não são católicos (que não vivem, portanto, a unidade e o amor pleno) não se unam entre si e com os católicos romanos, o desejo de Jesus seguirá pendente. Por isso é preciso oferecer comunhões, rezar e trabalhar para que todos os cristãos, possam celebrar sem divisão o único banquete.

9.- Mas para estar unidos, antes temos que reconciliar-nos. E como não se podem mesclar ecleticamente o mal e o bem, o mal deve reconhecer os direitos do bem e ceder diante dele. Temos que dissolver a discórdia, entrar em harmonia e estabelecer a paz. A comunhão é garantia e prenda da reconciliação, já que nos limpa do pecado, nos ajuda a crescer na graça e nos abre aos demais.

10.- Por fim, a comunhão é semente de eternidade, de vida gloriosa. Já nos tempos apostólicos dizia Santo Inácio de Antioquia que o pão eucarístico é “fármaco de imortalidade e antídoto para não morrer”. Este é um dos mais consoladores ensinamentos do Evangelho: “o que come minha carne e bebe meu sangue tem Vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6, 54).

A vista destes benefícios, nada melhor que assiduidade à comunhão sacramental: alimento, medicina e escudo protetor; pão do céu que, como diz a oração, tem um sabor incomparável. Entretanto, que não se descuide a confissão antes de aproximar-se da comunhão neste tempo quaresmal. Por Padre Rafael Ibarguren, EP

Assistente Eclesiástico das Obras Eucarísticas da Igreja (Publicação publicada originalmente em www.opera-eucharistica.org) Traduzido do espanhol por Emílio Portugal Coutinho

 
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