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Santa Faustina, apóstola da Misericórdia Divina
 
AUTOR: PROF. LEONARDO BARRAZA
 
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Faustina – nome que passou a usar na vida religiosa – fora batizada com o nome Helena. Nascida na Polônia em 1905 em uma família pobre, mas com sólida formação cristã, era a terceira entre dez irmãos. Desde criança sentiu-se inclinada à vida consagrada, porém as dificuldades da vida a fez aguardar muitos anos antes de ter condições de seguir a vocação à qual Deus a chamou. No futuro recordaria: “desde a minha mais tenra idade desejei tornar-me uma grande santa”.

SANTA FAUSTINA.jpgSem conseguir concluir a escola, aos 16 anos deixou a casa familiar e começou a trabalhar como doméstica, e em 1925, após bater à porta de várias casas religiosas e ser recusada, entrou na Congregação das Irmãs da Bem-aventurada Virgem Maria da Misericórdia, dedicada à educação das jovens e à assistência das mulheres necessitadas de renovação espiritual. Posteriormente registraria que “sentia-me imensamente feliz; parecia que havia entrado na vida do Paraíso”.

Posteriormente inclinou-se a mudar de congregação, a fim de buscar uma que lhe concedesse mais tempo para a oração, mas Jesus, mostrando-lhe sua face dolorosa e chagada, disse a Faustina: “Tu Me infligirás tamanha dor se saíres desta congregação; chamei-te para este, e não para outro lugar, e preparei muitas graças para ti“.

Concluindo o noviciado, Maria Faustina – seu novo nome – emitiu os votos religiosos (castidade, pobreza e obediência) que foram diligentemente observados durante toda a sua vida. Em diversas casas do Instituto, desempenhou de modo exemplar as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Teve uma vida espiritual extraordinariamente rica de generosidade, de amor e de carismas, mas não exteriorizava sua vida mística: guardava com zelo a regra religiosa, e era recolhida e silenciosa, porém natural, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo.

O Senhor escolheu Faustina para ser apóstola da misericórdia divina, integrando-a ao grupo de grandes místicos da Santa Igreja. Seu Diário, escrito por determinação superior, tem registrados importantes momentos de sua vida, apresentando detalhadamente suas experiências místicas. Nesses escritos se revela a profundidade de sua vida espiritual, expondo o alto grau de união de alma que Faustina tinha com Deus: a comunicação divina no seu íntimo e os esforços que fazia ela no caminho para a perfeição. Deus concedeu-lhe muitas e grandes graças: o dom da contemplação, o conhecimento aprofundado do mistério da Misericórdia Divina, as visões, as aspirações, a profecia, o discernimento dos espíritos, e até mesmo o dom dos esponsais místicos.

O austero regime de vida religiosa e os jejuns aos quais ela espontaneamente se submeteu (ainda antes da entrada na vida religiosa) a enfraqueceram sob o ponto de vista corporal, porém a fortaleceram na vida espiritual. Desapegada da própria vida, ofereceu-se ela a Deus pelos pecadores, sobretudo pelos que haviam perdido a esperança na misericórdia de Deus. Além das doenças orgânicas passou Faustina por sofrimentos espirituais, tendo enfrentada a chamada “noite escura” e os sofrimentos espirituais e morais relacionados à realização da missão que lhe era confiada por Jesus. Partiu para a eternidade em 1938, contando 33 anos de idade.

A Imagem de Jesus Misericordioso

A imagem de Jesus Misericordioso tem sua origem na visão que Faustina teve em 22 de fevereiro de 1931, conforme registrou ela no Diário:

À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco. Uma das mãos erguida para a bênção, e a touca tocava-lhe a túnica, sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. […] Logo depois, Jesus me disse: “pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: ‘Jesus, eu confio em Vós’. Quero que essa imagem […] seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”.

Características dessa Imagem de Jesus são os dois raios, cujo significado foi por Ele esclarecido: “O raio pálido significa a água que justifica as almas; o raio vermelho significa o sangue que é a vida das almas. […] Feliz aquele que viver à sua sombra”. Disse ainda a Faustina o Divino Mestre: “Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras”.

A Festa da Misericórdia Divina

Manifestou Jesus a Faustina: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”. Disse-lhe também Jesus: “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores”. Em outro trecho do Diário, Faustina registrou outras eloqüentes palavras que Jesus lhe dissera: “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade”.

O Terço da Misericórdia Divina

Nosso Senhor ensinou a Faustina como rezar o Terço da Misericórdia Divina, piedosa prática para aplacar a ira de Deus: Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário, da seguinte maneira: Primeiro dirás o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Depois, nas contas do Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”. Nas contas da Ave Maria rezarás as seguintes palavras: “pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. No fim rezarás três vezes estas palavras: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.

Venerar a Hora da Misericórdia de Deus

Nosso Senhor ensinou a Faustina uma diferente devoção: venerar a hora de Sua morte: “Todas as vezes que ouvires o bater do relógio às três horas da tarde deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro, e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento [a misericórdia] foi largamente aberta para toda a alma”.

Nosso Senhor chegou a detalhar uma forma de praticar esse ato de piedade: “Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via Sacra, entra, ao menos por um momento na capela, e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento”.

Elevada à honra dos altares

João Paulo II procedeu à sua beatificação em 18 de abril de 1993, e posteriormente a canonizou em 30 de abril de 2000. Nesse mesmo ano o Pontífice instituiu a Festa da Divina Misericórdia, a ser comemorada liturgicamente no domingo que se segue à Páscoa, o que havia sido pedido por Nosso Senhor a Santa Faustina, que do Céu viu concretizar o desejo que manifestara quando ainda vivia neste mundo: “A glorificação da Tua misericórdia, ó Jesus, é a missão exclusiva da minha vida”.

Fonte: Diário (a Misericórdia Divina na minha alma), Santa Maria Faustina Kowalska, edição brasileira feita pela Congregação dos Padres Marianos, Curitiba, 1995.

 
Comentários
Eliane - 26 de Março de 2017
Amém
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Antonio Lucas Henrique de Paiva - 31 de Março de 2017
Santa Faustina, rogai e intercedei por nós pobres e ingratos pecadores!