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Santo do Dia


Beato Francisco de Posadas, Dominicano - Data: 20 de Setembro 2017
 
 
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Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração.

Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe BEATO FRANCISCO DE POSADAS.jpgprofundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos.

Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus.

Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos.

Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera.

Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído.

Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu BEATO FRANCISCO DE POSADAS_1.jpgamor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713.

Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são:

1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos
2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana
3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré
4. Vida de São Domingos
5. Conselhos à cidade de Córdova

Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas.

No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade.

(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)

 

 
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