Santo do Dia


Santo do Dia


Padre Leopoldo Mandic e os desígnios divinos - Data: 08 de Abril 2022
 
 
Decrease Increase
Texto
Solo lectura
0
0
 
Buscar por dia

Navegue no Calendário Litúrgico ao lado e saiba mais sobre os santos de cada dia.
 
Escolha o santo deste dia

Exemplo de humildade, doçura e prestatividade, o dia de hoje celebra o Padre Leopoldo Mandic, santo apóstolo do confessionário. Foi extensa sua atuação no plano divino, pois em sua pequena cela se realizava o maior dos milagres constantemente: a volta dos inúmeros filhos pródigos dilacerados pelo pecado ao abraço do Pai Celestial.

Sua vida foi marcada de impressionantes fatos e extraordinários feitos: desde predizer a queda de uma bomba, em uma futura guerra, em seu mosteiro, na Itália, até descrever a rotina de homens que vinham confessar sem nunca os ter visto.

Para saber mais sobre a vida de São Leopoldo Mandic, clique aqui.

Porém, uma de suas qualidades se destaca e o coloca de modo especial no livro dos Santos: a sua paciência e resignação para com os desígnios divinos.

Desejo do Padre Leopoldo Mandic de ser missionário

Desde cedo, tendo nascido em 1866, são Leopoldo tem em sua família em suporte para a fé cristã. Criado junto com mais doze irmãos, tendo por cenário as bordas da hoje Croácia, sempre se imaginou como um apóstolo dos seus conterrâneos, convertendo para os braços da Santa Mãe Igreja os fiéis ortodoxos, que estavam separados desde o século X.

Mas a saúde e compleição física não permitiram ao Padre Leopoldo Mandic exercitar tão ardente desejo. Ele ficaria sendo o escravo de todos no confessionário, com uma paciência extraordinária. Entretanto, o desejo de ir batalhar nos rincões do ocidente sempre continuaria presente. Um dia, um de seus irmãos franciscanos, ao ajoelhar-se diante dele para a confissão, lhe confiou um segredo: Nosso Senhor tinha pedido que desse uma mensagem a seu servo Leopoldo: “o confessionário era o seu Oriente”.

O Padre Mandic ficou intensamente emocionado de ouvir esta mensagem, e entendeu que, aceitando os desígnios divinos, ele tinha participação na intensa atividade missionária de seus contemporâneos.

A saúde se debilita e um câncer é descoberto

Outra das vezes que São Leopoldo se sentiu traído pelo próprio corpo foi quando se descobriu um tumor em seu esôfago, em 1940. Sabia ele ser algo que não se regrediria, e que poderia contar seus dias com base no desenvolvimento da doença. Porém, longe de desanimá-lo, isto só intensificou ainda mais seus desejos de fazer o bem. Foram mais horas de confissão por dia; em alguns dias, passou ele sentado mais de 12 horas só exercendo o ministério sacerdotal.

Quando já estava mal a ponto de não conseguir ficar de pé, desejaram interna-lo. Entretanto, com uma lucidez e clareza impressionante, sabendo ser seus últimos dias na Terra, pediu para morrer combatendo. No dia 30 de julho de 1942, tendo atendido confissões na véspera, levantou-se às 5 horas da manhã para celebrar a Santa Missa, quando caiu sem sentidos. Tendo recobrado a consciência, foi posto na ala de enfermagem e recebeu a unção dos enfermos. Quando terminava de recitar a Salve Rainha, “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”, sua alma voou para o Céu.

Falecera São Leopoldo Mandic.

É na Sabedoria Divina que devemos nos refugiar

O Padre Leopoldo nos atesta, hoje, a assistência do Espírito Santo à Santa Igreja Católica. É um santo atual, que não viveu a 500, 1000 anos atrás, senão que viu as duas guerras mundiais e os avanços tecnológicos que balançariam a vida no novo milênio. E, sem desculpas, sem exceções, soube corresponder as graças de Deus e praticar seu ministério sacerdotal com primor. São Leopoldo Mandic soube ser escravo da vontade do Senhor, mesmo quando tudo lhe afirmava o contrário.

Por que tantos desejos de ser missionário, de lutar pela conversão das almas se Nosso Senhor lhe dera uma saúde tão precária? Por que Deus faz isso com tantos de seus preferidos, seja um São Francisco Xavier, que morreu olhando para a China que não entrara, uma Santa Bernadete, dando-lhe uma mensagem importantíssima a uma pastorinha analfabeta, ou uma Santa Jacinta, que queria tanto ser freira, mas morreu logo?

Porque o Senhor enxerga muito além de nós. Ele é a própria Sabedoria, e se seus desígnios são misteriosos é porque somos pequeninos demais para entender. Diante de seu trono celestial, muito mais conta uma batalha de alma do que extensos quilômetros percorridos contra sua vontade. Quanto não terá comprado uma futura conversão do Oriente o Padre Leopoldo, tendo aceitado de bom grado as debilidades que o Senhor lhe deu? Só saberemos no Céu. Até lá, peçamos a São Mandic essa força de alma de sermos fiéis ao que Deus pede de nós.

 
Comentários