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Santo do Dia


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Santa Maria Madalena de Pazzi, religiosa - Data: 24 de Maio 2022
 
 
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Vítima do amor de Cristo

Catarina, conhecida pelo seu nome de religiosa, Maria Madalena de Pazzi, foi vítima do amor de Cristo. O que significa que foi escolhida a dedo para suportar a profundidade dos mistérios de Deus. De sua vida santa e exemplar podemos tirar uma importante lição, ditada por Jesus em seu evangelho: o Céu é dos violentos.

Promessa de uma realidade superior

Tendo vindo ao mundo em 2 de abril de 1566, Catarina recebeu de seus pais o nome dos Pazzi, uma importante família italiana que tinha muitos laços de sangue com uma das casas mais poderosas da Europa: os Médici. A esperança de seus pai logo repousou completamente sobre a pequena Catarina. Muito bem arrumada, com ótima educação, refinada ‒ com uma ótima genética, diga-se de passagem ‒ a moça Pazzi parecia ter um futuro brilhante pela frente. Quem sabe um casamento que ilustrasse ainda mais sua família?

Enquanto seu pai sonhava com essas promessas vazias de esplendor, Catarina já praticava aquilo que um dia realizaria concretamente. Aos dez anos, pondo-se de joelhos após uma comunhão particularmente abençoada, prometeu a Jesus Eucarístico a virgindade: tornar-se-ia religiosa, abandonando o mundo.

Santa Maria Madalena de Pazzi sabia que viria uma tempo onde confrontaria seu pai, que já planejava apresentar alguns pretendentes a ela. Sem hesitar, portanto, quando fez seus 16 anos, pôs-se em frente à sua família e anunciou seu desejo de consagrar-se a Cristo fora do mundo, e de como já havia feito um voto de pureza. Por incrível que pareça, seu pai, surpreso com a determinação da menina, aceitou sua decisão com tranquilidade. Quem não se conformou foi sua mãe, que buscou dissuadi-la de muitas formas. Por fim, meses depois, quando a Senhora de Pazzi percebeu que sua filha não mudaria, permitiu o futuro religioso da jovem.

Santa Maria Madalena de Pazzi se abandona a Cristo

Catarina, assim, tomando o nome de Maria Madalena, fez sua profissão de fé em 1584, depois de já três anos no convento. Nesse momento particular de sua vida já está presente a montanha-russa de problemas e consolações que Cristo a resolveu dedicar. Estava acometida de uma doença que a prostrou por três anos na cama, sem forças.

Apenas feita a sua entrada na vida religiosa, foi atingida por enormes bonificações místicas. Sentia profundamente Jesus na Eucaristia, com êxtases contínuos que duravam horas. Foram gravadas em seu coração, ela nos conta, as palavras sacras do evangelho: “e o Verbo se fez carne”; qualquer consideração obre a natureza já era suficiente para lhe arrebatar o espírito. Durante o tríduo pascal de 1585, Santa Maria Madalena Pazzi sentiu em sua carne as dores da Paixão, passando pelas estações da Via-Sacra com sua alma. Foi transportada em espírito para o momento da Ressurreição e Ascensão de Jesus. As freiras, suas irmãs, ficavam admiradas de ver seu semblante muitas vezes mudar para um angelical brilho, sinal de que contemplava algum mistério sagrado.

Porém, neste mesmo ano, 1585, Jesus a quis privar de tudo para submetê-la a provações. Santa Maria Madalena relata que já não sentia mais nenhuma consolação ao comungar, que tudo em seu interior parecia desordenado, mesmo a temperança, virtude tão fácil a ela; comentava que os demônios lhe apareciam para surrar; e, para completar este calvário, muitas freiras começaram uma campanha para difamá-la, pois sentiam inveja de sua situação.

Foram cinco longos anos de provação e insensibilidade. Porém, em julho de 1590, como tudo começou, assim também tudo cessou. Voltou a se beneficiar das consolações que marcaram sua mocidade, e Cristo voltou a ter um convívio intenso com sua amada.

A tudo isso passava Santa Maria Madalena de Pazzi sem reclamar, pois fazia a vontade de seu amado com fervor. Seu principal desgosto era sentir o amor de Cristo tão elevado pela humanidade, e perceber a ingratidão para com o Divino Mestre. “O Amor não é amado”, proferia ela, constantemente.

Leia mais: A espiritualidade do amor total da Santa de Pazzi

Lição e aplicação

No Evangelho de São Mateus, encontramos um trecho icônico: “Desde os dias de João, o Batista, o Reino dos céus é assaltado com violência; são violentos que o arrebatam”. (Mt 11, 12). Já dizia Cristo também a Santa Teresa, a grande, quando, por uma espécie de visão, empurrou-a em um charco de lama: “É assim que trato meus amigos”. O que tais frases querem nos dizer? Não seria melhor que tudo fosse mil maravilhas, que a vida do cristão fosse doce, e, àqueles que praticam a Lei divina, pudesse ser uma tranquilidade sua vida?

Santo Agostinho comenta que, se a existência virtuosa fosse premiada ainda em Terra, muitos seriam cristãos apenas por interesse. É necessário, para que a santidade seja autêntica, que ela seja provada no fogo. E quando Cristo prova seus amados, ele não o faz às meias: está aí a vida de Santa Maria Madalena de Pazzi para nos provar. Consolações, provações, angústias, mais prêmios: A santa de Pazzi seguiu um itinerário que poucos aguentariam. Ela tudo aceitou, refinando seu amor a Deus cada vez mais. Ela abraçou a violência do Reino dos Céus, e hoje é modelo para homens e mulheres e o será ainda por todas as gerações.

Que ela nos ajude em nossas provas e dificuldades a vencer essa violência que nos faz Deus. Afinal, de tudo o que Cristo poderia ter para si aqui nesta vida humana, Ele quis especialmente a cruz. Não poderia ser diferente para aquele que tomam seu santo nome: “Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me”.

 
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