Santo do Dia


Santo do Dia


Santa Faustina e a Divina Misericórdia - Data: 05 de Outubro 2022
 
 
Decrease Increase
Texto
Solo lectura
0
0
 
Buscar por dia

Navegue no Calendário Litúrgico ao lado e saiba mais sobre os santos de cada dia.
 
Escolha o santo deste dia

Inspirada pela Divina Bondade que emana do Sagrado Coração de Jesus

Santa Faustina KowalskaAs revelações privadas sempre fizeram parte da História da Igreja. O dever de fé do cristão para com a Revelação pública, isto é, as páginas das Sagradas Escrituras, é obrigatório; para com as revelações privadas, não. Porém, é de mau tom desprezar confidências que muitos dos grandes santos sempre veneraram, entre elas as aparições de Nossa Senhora a tantos povos.

Por mais que o século XX tenha sido a era da dissolução dos costumes e do ataque à fé, de tantas formas e jeitos, Deus não o abandonou sem revelações que abalaram fortemente o Céu da História: Fátima é uma delas, senão a maior. Porém, outras menores também merecem atenção: São Pio de Pietrelcina teve dons fabulosos, narrando acontecimentos que somente os olhos da fé podiam mostrar.

Com a santa da celebração diária, também temos um elemento da revelação privada: é Santa Faustina Kowalska, secretária da divina misericórdia. Quais foram as mensagens que tal freira polonesa legou ao mundo?

Vida e existência humilde

Santa Faustina nasceu no dia 25 de agosto de 1905, na pequena aldeia polonesa de Glogowiec. Seus pais, Mariana e Stanislaw Kowalski, humildes camponeses, mas cristãos fervorosos, transmitiram-lhe uma fé profunda e autêntica. Rapidamente quis se fazer freira a moça, tendo que passar por cima da vontade de seu pai de que realizasse um bom casamento. Triunfou, porém, a vontade do Esposo Divino: em 10 de agosto de 1925, a Santa entrou para o convento das Irmãs da Bem-aventurada Virgem Maria da Misericórdia, em Varsóvia, onde recebeu o nome de Irmã Maria Faustina.

Ali é que começará os grandes mistérios a lhe serem revelados pelo poder divino. Mas tal qual a santa do Sagrado Coração de Jesus, Santa Margarida, que viu em São Cláudio de la Colombiere a mão que Deus havia designado para a ajudar, Santa Faustina teria que se encontrar primeiro com um jovem capelão que chegaria em 1933: o Padre Miguel Sopoćko, que foi nomeado para ser confessor da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia na cidade de Wilno, na Lituânia, lugar então onde se encontrava a bem-aventurada freira.

A Providência divina conduz Santa Faustina

Como Santa Faustina ainda tinha certo receio de contar as revelações surpreendentes que recebia costumeiramente de Jesus, primeiro passou a se confessar com o padre Miguel. Dele, ela escreve:

“Veio a semana da confissão e, para a minha alegria, vi aquele sacerdote que já conhecia antes de vir a Wilno. Conhecia-o da visão. Então, ouvi na alma estas palavras: Eis o Meu servo fiel, ele te ajudará a cumprir a Minha vontade aqui na terra.  Então não me dei a conhecer logo a ele. Como o Senhor desejava. E por algum tempo, lutei com a graça. Em cada confissão a graça de Deus invadia-me de maneira estranha, todavia não desvendava minha alma diante dele, e até pretendia não me confessar com esse sacerdote. Depois desta decisão, uma terrível ansiedade se apoderou de minha alma. Deus me censurava fortemente. Quando abri toda a minha alma a esse sacerdote, Jesus derramou na minha alma todo mar de graças. Agora compreendo o que é a fidelidade a uma graça particular e como ela atrai toda uma série de outras” (D. 1567).

Portanto, é só quando decide se abrir que o fluxo de graças se estabelece entre as duas almas. O Pe. Miguel, tendo experiência em seu tempo no confessionário, questionou-se por um tempo sobre a sanidade da freira. Não podia descartar ele, ministro sério, de uma possível patologia. É por isso que pede autorização à madre do convento para que Santa Faustina seja devidamente analisada, física e psicologicamente. A comprovação clínica de que não possuía nenhum desvio só atesta ainda mais a veracidade das informações que hoje lemos.

Nasce o diário da Divina Misericórdia

Entretanto, como as visões de Santa Faustina eram cheias de detalhes a serem analisados, o padre Miguel começou a sofrer algumas críticas, junto com a irmã, de que o tempo de confissão dela se estendia muito, e que as outras freiras não se confessavam por isso. Preocupado, o padre pediu à santa que escrevesse às visões em um pequeno diário, para que, toda noite, ele as lesse com calma e desse sua chancela de aprovação, pois o padre era teólogo formado. É assim que surge o diário da Divina Misericórdia, hoje já publicado em mais de 10 línguas, no mundo todo.

Vejamos alguns trechos deste ilustre escrito:

“Apóstola da Minha Misericórdia, proclama ao mundo toda esta Minha insondável misericórdia. Não desanimes com as dificuldades que encontrarás na divulgação da Minha misericórdia. Essas dificuldades, que tão dolorosamente te atingem, são necessárias para a tua santificação e para comprovar que essa obra é Minha. Minha filha, sê diligente em anotar cada sentença que te digo sobre a Minha misericórdia, porque se destinam a um grande número de almas, que delas tirarão proveito” (D. 1142).

“Hoje num diálogo mais prolongado o Senhor me disse: Como desejo a salvação das almas! Minha caríssima secretária, escreve que desejo derramar a Minha Vida Divina mas almas dos homens e santificá-los, desde que queiram aceitar a Minha graça” (D. 1784). As Minhas entranhas estão repletas de misericórdia, que está derramada sobre tudo o que criei. O Meu prazer é agir na alma humana, enchê-la da Minha misericórdia e justificá-la. O Meu reino está sobre a terra – a Minha vida, na alma humana. Escreve, Minha secretária, que o guia das almas sou diretamente Eu – e, indiretamente, as guio pelo sacerdote e conduzo cada uma à santidade por um caminho somente por mim conhecido”.

Mesmo sendo quase que uma alfabeta funcional – afinal, Santa Faustina tinha feito apenas três séries do ensino fundamental – A freira não desistiu e pôs em palavras, com esforço e muitas vezes incompreensão das suas irmãs de religião, o sinal de que a Misericórdia de Cristo é tão grande e insondável como a origem dos tempos. Saibamos recorrer a Divina Misericórdia; o próprio Cristo nos conclama: “Os maiores pecadores atingiriam uma grande santidade, desde que tivessem confiança na Minha misericórdia” (D. 1782).

Leia também: Comentário sobre a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

 
Comentários