Santo do Dia


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São Pedro Nolasco: Auge da Compaixão Cristã - Data: 28 de Janeiro 2022
 
 
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"Não existe maior amor do que este: alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos".

Escolhido pela Virgem das Mercês para ornar a Igreja com um carisma providencial, Pedro Nolasco suscitou no povo cristão atos de heroísmo que merecem ser contados entre os mais belos que o homem pode praticar.

Infância generosa do homem de Deus

De nobre linhagem, Pedro Nolasco nasceu entre os anos 1180 e 1182 na antiga região francesa do Languedoc, onde passou a infância na mansão senhorial de seus pais.

Conta-se que o pequenino Pedro amava a oração, o silêncio e o recolhimento, ocupando-se satisfeito nestas práticas por horas seguidas, que para ele equivaliam ao mais entretido dos passatempos.

Acontecia também muitas vezes de sair de casa bem agasalhado e voltar tiritando de frio, pois ao encontrar meninos humildes de sua idade despojava-se das próprias vestes para cobri-los. Eram indícios de sua vocação.

São Pedro Nolasco começa sua missão

Conforme crescia em idade, Pedro avançava a passos largos na vida espiritual, sempre convicto de ter sido chamado a viver só para Deus. Assim, quando a mãe veio propor-lhe um auspicioso casamento, ele recusou de imediato, por ter já decidido consagrar sua perfeita castidade a Maria Santíssima.

Seus pais faleceram logo cedo, e São Pedro Nolasco herdou sua enorme fortuna. Entre as mil atividades de assistência material por ele empreendidas, uma o atraía mais que todas: fazer tratativas para obter a liberdade dos presos cristãos, à época em número elevado, nos reinos árabes da Península e do norte da África.

Entre os cristãos cativos contavam-se não apenas homens, mas também mulheres, crianças e idosos. Viviam em regime de trabalhos forçados, privados dos Sacramentos, sujeitos a constantes carências materiais e humilhantes padecimentos morais.

Com sobrenatural coragem ele ouviu a voz da graça unida ao pranto dos infelizes e assumiu a arriscada empresa de libertá-los, contando com a benevolência do Céu. Lançou mão de seus bens, instrução, amizades na corte para canalizar forças e recursos em benefício dos presos.

Com surpreendente habilidade começou a estabelecer tratativas junto aos potentados do reino de Valência e levou a cabo, contando pouco mais de 20 anos de idade, aquela que viria a ser sua primeira missão, libertando mais de 300 cativos.

O sucesso alcançado por intercessão celeste o impele a continuar

Reforçado em sua disposição de seguir adiante, nosso Santo continuou a reunir esmolas em Barcelona e partiu repetidas vezes para Valência, Múrcia, Maiorca, Argel e Tunísia, com a finalidade de entabular negociações, o que supunha correr um não pequeno risco de vida.

Entretanto, Pedro Nolasco acabou por ganhar a simpatia de muitos dos soberanos muçulmanos destes reinos. Ao cabo de algum tempo este sentimento de tal modo se consolidou que, no juízo de muitos deles, Pedro passou a ser uma figura digna de veneração.

São Pedro Nolasco prosseguiu com bravura o cumprimento de sua missão, sem tréguas nem esmorecimentos, até ser colhido pela morte no dia 6 de maio de 1256. Sua obra perpetuou-se para além dele mesmo; um escritor comentou: "se fosse visto reluzir na Igreja esta caridade desinteressada, toda a Terra se converteria. Pois o que haveria de mais eficaz para levar a adorar um Deus que Se entregou por todos, do que imitar seu exemplo?”

Numa época onde não existe mais cativeiros de guerra, o exemplo de São Pedro Nolasco ainda refulge. Pois a pior amarra é a do vício, e seus filhos espirituais, liderados por sua fundação e intercessão sempre perpétua, batalham para livrar os homens dessas prisões.


Cf. Trechos da Revista Arautos do Evangelho, n. 149, maio/2014, p. 22 a 25
 
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