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Espiritualidade


Um pão feito em honra do Divino Infante
 
AUTOR: ISABELA OBRZUT CORBETA
 
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A Santa Igreja instituiu o Advento como um tempo de espera para a Solenidade do Natal. E o “Stollen” é um delicioso doce alemão que bem pode simbolizar a preparação dos nossos corações para a vinda do Salvador.

Imaginemos quão paradisíaco devia ser o convívio da Sagrada Família no seio da humilde Casa de Nazaré, e o que fazia o Pequenino Deus quando, estando com fome, solicitava à sua Mãe algum alimento.

O que daria Ela a Jesus? Um pedaço de pão? Se assim fizesse, tratar-se-ia, evidentemente, de um manjar de primeiríssima categoria. Pois se “o perfume do pão é a honestidade do padeiro”, como se costuma dizer, qual seria o aroma de uma iguaria preparada pela Rainha dos Céus e da terra?

Deixemos, contudo, correr o tempo e situemo-nos na cidade alemã de Dresden, em meados do século XV. Nessa época ainda vigorava na Igreja a chamada Butter-Verbot, que vedava o consumo de manteiga nos períodos de abstinência. Por esse motivo, os habitantes de Dresden preparavam durante o Advento um pão chamado Stollen, feito apenas de água, fermento, farinha e óleo vegetal.

Seu sabor desagradava tanto a Ernesto de Saxônia e seu irmão Alberto que eles decidiram pedir permissão ao Papa Nicolau V para incluir manteiga no seu preparo, ao menos nas refeições feitas na corte. O pedido, porém, foi rejeitado pelo Pontífice. Perseverantes em seu propósito, os príncipes continuaram a insistir com cada um dos  Papas que o sucederam até que, por fim, Inocêncio VIII os atendeu. 

Num primeiro momento apenas os nobres se beneficiavam do privilégio, mas logo este se estendeu para todo o povo. E, com o passar do tempo, o preparo do Stollen foi sendo enriquecido até chegar à receita atual: um pão levemente fermentado e doce, contendo muita manteiga, especiarias, frutas secas e cristalizadas, entre outros ingredientes.

Dependendo de quem o faz, ele tem um sabor próprio. As variantes se multiplicaram de geração em geração e não faltam aqueles que mantêm em segredo a forma de prepará-lo. Mas trata-se sempre de um pão típico da época de Natal, cujo form