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Santos


A “punição” de São Tomé
 
AUTOR: PLINIO CORREA DE OLIVEIRA
 
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Em certos momentos, Nossa Senhora decide punir a falta de um filho muito dileto. Mas, quando o faz, logo a seguir lhe concede um sorriso bondoso, um perdão completo e alguma grande graça.

Conta uma tradição venerável que São Tomé, como castigo por ter duvidado da Ressurreição de Nosso Senhor, não se encontrava presente junto aos outros discípulos na hora da morte de Nossa Senhora. Entretanto, quando Ela estava já subindo ao Céu, a certa distância do solo, os Anjos o trouxeram para que pudesse contemplá-La na terra pela última vez. Nesse momento deu-se um fato que faz refulgir a índole de Nossa Senhora, para cuja qualificação a palavra materna não basta; seria preciso usar um outro termo, como supermaterna, arquimaterna, incomparável…

Ciente de ter merecido a pungente punição de não estar presente no instante de sua morte nem no início da Assunção, São Tomé olhou para Maria Santíssima e Ela, sorrindo, concedeu- -lhe uma graça toda especial: desatou seu cinto e lançou-o para ele lá de cima. O Dídimo recebeu assim, não direi o perdão pela sua falta, porque já estava perdoada, mas a suprema graça de ganhar uma relíquia d’Ela vinda do céu.

Assunção de Maria, por Neri di Bicci – National Gallery of Canada, Ottawa

Nossa Senhora age assim quando tem algo a perdoar de um filho muito dileto. Às vezes Ela o pune, às vezes nem sequer o castiga. Mas, quando decide fazê-lo, logo a seguir lhe concede um sorriso bondoso, um perdão completo e alguma grande graça.

Poderíamos imaginar que São Tomé, ao voltar para casa com os Apóstolos, mostrar-lhes-ia ufano o cinto recebido como presente e lhes diria: “O felix culpa – Ó feliz culpa! Por desgraça, eu duvidei de meu Salvador, mas em compensação tive a felicidade de ganhar esta relíquia celeste de minha Mãe Santíssima”.

O último sorriso de Nossa Senhora, o último favor d’Ela antes de subir ao Céu, a mais extrema mostra de amenidade, a bondade mais suave d’Ela foi dada exatamente a São Tomé, e isto nos deve encorajar e encher de esperança. (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2019, n. 212, p. 26-27)

Extraído, com adaptações, da revista “Dr. Plinio”. São Paulo. Ano XXI. N.245 (Ago., 2018); p.12-13

 
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