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Espiritualidade


A Castidade na Anunciação de Maria - Data: 24 de Março 2022
 
 
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"Só uma virgem poderia conceber a um Deus, e um Deus só poderia nascer de uma Virgem”.

Muito ouvimos, em sermões e homilias, sobre os fatos que acompanharam a Anunciação da Virgem. Neste artigo, vamos ressaltar uma de suas mais essenciais virtudes num dos episódios mais excelsos da História: a Castidade na Anunciação.

Momento no Evangelho

Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 

O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus”. (Lc 1,26-32).

A Glória da Castidade na Anunciação

É preciso nos lembrarmos de que a castidade de tal maneira é dos maiores ornamentos da pessoa humana, que Nosso Senhor Jesus Cristo quis fazer de Nossa Senhora a obra-prima de todos os séculos: Virgem antes, Virgem durante e Virgem depois do parto.

Não se compara com nenhuma outra glória, e se eleva tão alto! Percebamos que, segundo o Evangelho, Nossa Senhora não se abalou com nada: aparece-lhe um anjo, anuncia-a como cheia de Graças, proclama a vinda do Messias, e Ela ouve em silêncio! Ela tinha tanta fé no Senhor que sabia que, por mais singular que todos aqueles acontecimentos parecessem, havia uma explicação e concatenação dos fatos: eram as profecias, que tanto estudara, que estavam se realizando.

Mas quando o Santo Arcanjo Gabriel teceu o convite para que fosse Mãe, esta foi sua única objeção: “como pode ser isto se eu não conheço varão?” Quer dizer, não lhe passava pela cabeça que Ela tivesse que perder a sua virgindade; até mesmo para ser a Mãe de Deus. De tal forma a castidade, a virtude da pureza, era importante para Maria Santíssima! Aliás, a fecundidade de Nossa Senhora resultou de sua virgindade; Ela não teria sido escolhida para ser Mãe de Cristo se não fosse Virgem.

Esta á a glória da Castidade na Anunciação.

Virtude excelsa, mas tão pouco praticada

Que mau exemplo dão, então, os cristãos que passam longe da castidade! Que a ofendem, que quebram os limites que eles próprios escolheram, seja numa vida de virgindade ou castidade conjugal, na fidelidade entre os esposos! Hoje, numa data tão feliz como a da Encarnação do Senhor, devemos honrar a Castidade na Anunciação de Maria! A vida do homem católico, da mulher católica, deve ser um hino a pureza!

 Enfim, a mesma convicção de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira precisa ser a nossa: “Dada a impureza com sua sordice e sua abominação, custe-me o que custar, eu não serei assim. E por isso eu me imporei todos os sacrifícios, renunciarei a todas as coisas necessárias. Mas inflexivelmente e implacavelmente, haja o que houver, eu não consentirei nos maus pensamentos, nos maus olhares, nos maus contatos, eu atravessarei todas as barreiras, eu não me incomodarei com o riso”.

"Nada do que faz os homens capitularem me fará capitular a mim, com a graça de Deus. Para isto me ajudará a lembrança de que estou sob os castíssimos olhos de Nossa Senhora. Más companhias, não! Ocasiões de tentação, não! Dai-me, ó Mae, uma repulsa enérgica contra tudo e contra todos que queiram afastar-me de vós!”

 
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