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Beato Estêvão Bellesini, presbítero - Data: 02 de Fevereiro 2017
 
 
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Nascido em Trento, em 1774, vestiu o hábito da Ordem em 1793, professando em 1794. Estudou Filosofia e Teologia em Roma, Bolonha e Trento e, durante a invasão napoleônicas dos Estados Pontifícios, sofreu a proscrição das Ordens religiosas. Ao longo de seis anos foi obrigado a morar fora de seu convento, afastados de seus irmãos de vocação. Restaurada a monarquia papal em 1814, e reaberta a possibilidade de vida religiosa, Beato Stefano Bellesini partiu definitivamente da sua cidade natal e reingressou na Ordem Agostiniana(1817). Seus superiores destinaram-no para mestre de noviços, primeiramente no convento de Santo Agostinho, em Roma, depois em Città della Pieve.

Em 1826, um surto de maior observância e afervoramento na vida religiosa soprou nas fileiras da Ordem Agostiniana, e foi restaurada a vida comum em alguns conventos. O Pe. Bellesini pediu logo para ser aceito neste novo grau de perfeição, transferindo-se para o convento de Genazzano, o primeiro onde se restabeleceu a vida comum dos eremitas de Santo Agostinho. Em 1831, foi nomeado pároco do Santuário de Santa Maria do Bom Conselho.

Em Genazzano, celebrava sempre a missa no altar de Mater Boni Consilii e estimulava em todos os fiéis a devoção a Ela. Aos que viajavam ou viviam longe, distribuía estampas, dava azeite da lamparina do altar, enfim, tudo quanto recordasse a Santa Imagem.

Conduzia e consagrava à Virgem todas as crianças que batizava. E queria que todos os paroquianos fossem consagrados à Madonna do Bom Conselho.

Era devotíssimo da Rainha dos Corações e recitava diariamente, entre outras práticas de piedade, o Rosário com a Ladainha de Nossa Senhora. Retido no leito pela enfermidade que o levaria à morte, tentou o prior do convento poupar-lhe a fadiga das orações, mas ele respondeu: " Como quereis que compareça ante o Tribunal de Deus sem ter antes recitado a Coroinha de Nossa Senhora e o Rosário com sua Ladainha?"

Obedientíssimo em vida- e até depois da morte- pediu permissão a seu superior para comparecer ao Juízo de Deus no dia da Purificação de Maria, também festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Não quis o prior do convento consentir que ele falecesse durante as cerimônias litúrgicas deste dia, porque, devido à benção das velas e à grande afluência de público, sua morte ocasionaria inevitávelmente transtornos nas solenidades. Submeteu-se de bom grado o Bem-aventurado Stefano, dizendo: "Terminada a função de Nossa Senhora, começará a minha".

Ao fim das vésperas, os fiéis entoaram na igreja o último verso do derradeiro cântico- "Maria do Bom Conselho, abençoai-nos assim como vosso Filho"- com o que as cerimônias estavam concluídas. E, efetivamente, às quatro da tarde do dia da Purificação de Nossa Senhora, Stefano, em sua cela, entregava sua bela alma a Deus. Era o dia 2 de fevereiro de 1840.

Durante seu processo de beatificação exumaram-lhe o cadáver para exame, na presença do Cardeal Pedecini e numeroso clero. O corpo estava íntrego, incorrupto e flexível, como ainda hoje em dia se conserva. Transladaram-no para um novo ataúde que, infelizmente, fora mal calculado, e era demasiado pequeno. O Cardeal, então, ordenou: "Padre Bellesini, tão obediente como fostes em vida, não poderíeis agora acomodar-vos neste estreito caixão? À vista de todos os presentes, o corpo se encolheu suficientemente para entrar na urna. Milagre impresionante que nos mostra um exímio seguidor da Rainha dos Céus, d'Aquela que obediente em toda a sua vida, com o fiat, trouxe o Salvador ao mundo. (Os Santos comentados, por Mons. João Clá Dias, EP)

 
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