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Santa Julita e São Ciro, mártires - Data: 15 de Junho 2022
 
 
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Diante da crueldade, brilha a luz de Cristo

Santa Julita e seu filho, Ciro, viveram nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesareia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesareia. A crueldade do servidor do imperador, ao perseguir mãe e filho, passam para a História mostrando a verdadeira face do paganismo.

Santa Julita vai ao tribunal

mártiresJulita era uma rica viúva, que viu seu marido falecer logo que teve seu filho, Ciro. Um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi a empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o usurpador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse:

- A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo. É incapaz, juridicamente, uma vez que está fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo.

Um edito recente, de 303 mesmo, excluía-a da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses pagãos.

Mãe e filho sobrem ao Céu

O presidente do tribunal, imediatamente, mandou que trouxessem incenso e um altar portátil e, dirigindo-se à queixosa, convidou-a a agir de modo que pudesse intentar a ação. Bastaria um único grãozinho de incenso e recuperaria todo o patrimônio. Tudo dependia de um simples grão de incenso, da fumaça que dirigisse aos ídolos.

Julita recusou-se por amor a Jesus. E, como não quisera queimar um só grãozinho, foi atacada pelos soldados, que tomaram seu filho de apenas três anos de seus braços. A pequena criança, porém, se debatia, dizendo, a exemplo de sua mãe, que amava a Cristo. Enfurecido pela tenacidade do infante, o soldado, por ordem do governador Alexandre, que a julgava, apanhou a criança por um pé e atirou-a violentamente contra os degraus do tribunal, resultando numa fratura no crânio. 

A Santa, mesmo entristecida com a cruel cena, consolou-se sabendo que, naquele momento, seu filho Ciro já estava na glória dos Céus, como um campeão da fé. Animada pelo mesmo espírito, e com grande coragem, a santa viúva enfrentou o martírio, a exortar, com voz pausada e firme, os amigos sinceros que assistiam à demanda, no tribunal:

- Nós fomos, disse ela, criados da mesma matéria que o homem, à imagem de Deus, como ele. A virtude é acessível tanto às mulheres como aos homens, Carne da carne de Adão, ossos dos seus ossos, é necessário que ofereçamos ao Senhor constância, coragem e paciência.

Ditas estas palavras, dirigiu-se para o carrasco, que a degolou. Mãe e filho testemunharam que a fé em Jesus é maior que tudo. Permaneceram unidos em Cristo, não temendo à morte. São Ciro é um dos mártires mais jovens cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém.

Cf. santo.cancaonova.com/santo/sao-ciro-e-santa-julita/

 
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