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Monsenhor João S. Clá Dias


Os últimos dias de vida de Dr. Plinio: “Consummatum est!”
 
AUTOR: MONS. JOÃO SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS, EP
 
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No dia 3 de outubro de 1995, Dr. Plinio consumava seu holocausto. Logo após o falecimento, florescia em seu rosto já inerte um sorriso, como se estivesse a contemplar desde a eternidade uma aurora de grandes vitórias.

As visitas a Nossa Senhora do Bom Conselho, em Genazzano, sempre haviam sido para o Autor, ocasião de especiais graças de conforto, proteção e estímulo sobrenaturais. De forma invariável, após cair de joelhos aos pés da imagem e começar a rezar ou a contemplá-la, em certo momento dava-se algo muito curioso: através das circunstâncias, de coincidências ou vozes interiores, Ela manifestava o seu carinho maternal e, inclusive, fazia-lhe ouvir uma palavra a respeito do futuro. Inúmeras foram as mensagens transmitidas desse modo, ao longo dos anos e das décadas.

Assim, ao chegar à Itália no dia 1º de agosto de 1995, ele partiu do Aeroporto de Fiumicino diretamente para Genazzano, com vários acompanhantes, a fim de rever Mater Boni Consilii e cumprir algumas promessas.

Diante da imagem, uma voz interior

Ao descer do automóvel junto ao Castelo Colonna, porém, tiveram uma surpresa: via-se na praça uma multidão de pessoas, as senhoras vestidas de negro e os homens usando gravata preta, todos com fisionomias tristes e compungidas, embora gesticulassem e conversassem em voz alta, bem de acordo com a expansividade daquele povo. O que sucedia ali? Logo se deram conta: era um enterro. Um tanto impressionado, o Autor pensou: “Ser recebido aqui por um funeral? Nunca me aconteceu… Isso terá algum significado?”

O clima causava-lhe uma sensação estranha. Enquanto a ventania quente e agressiva levantava do chão nuvens de poeira vermelha, o céu toldado e pardacento ameaçava uma chuva torrencial. Chegar a Genazzano sob aquelas condições atmosféricas motivou-lhe um mau pressentimento: “Tudo isto me mostra uma tragédia prestes a sobrevir. O que será?”

Caminharam eles sob guarda-chuvas em direção à igreja, esgueirando-se no meio do povo. Quando algumas pessoas se afastaram para deixá-los passar, depararam-se com
um esquife, conduzido por oito homens e rodeado por uma família que chorava. Novamente o Autor teve um sobressalto e disse para si: “Haverá nisso um aviso mandado por Nossa Senhora? Talvez vá morrer alguém do Grupo, mais importante do que você pensa. Quem?” De joelhos diante da imagem, encontrou-a especialmente acolhedora e comunicativa, e perguntava-se: “O que Ela quererá dizer?”

Enquanto fitava o afresco ele sentiu de repente, em seu interior, algo à maneira de uma voz claríssima, como se alguém desejasse fazer-lhe chegar uma notícia grave: “Dr. Plinio vai morrer”.

Aquelas palavras eram completamente inesperadas. Tendo grande sobressalto e não querendo nelas acreditar, reagiu: “Não é possível. Justo agora, aqui diante de Mater Boni Consilii, onde eu vim procurar consolo, me sobrevém uma ideia tão absurda? Deve ser puro subjetivismo ou tentação do demônio para me incomodar…”

O Autor diante do afresco de Nossa Senhora do Bom Conselho, em agosto de 1995

Movido pela fé que depositava na missão de seu pai e fundador, e respaldado pela graça de Genazzano por ele recebida em 1967,1 o Autor sempre havia defendido a ideia de que Dr. Plinio não morreria sem cumprir por inteiro seu chamado, essencialmente relacionado com os acontecimentos previstos na mensagem de Fátima e com a implantação do Reino de Maria na face da terra. Assim, a hipótese do falecimento dele era uma perspectiva ante a qual jamais se detinha.

Então, lutando contra esse anúncio surpreendente, fez esforços para rezar, mas não o conseguiu, pois a voz insistia: “Dr. Plinio vai morrer! Dr. Plinio vai morrer! Estou lhe avisando!” Era um pressentimento fortíssimo e convincente, que não cessava sequer por um segundo.

A aflição cede lugar à calma

Entretanto, simultaneamente olhava para a imagem: esta se mostrava cheia de afeto e benevolência, incutindo-lhe paz, serenidade e consolação. E parecia dizer-lhe: “Meu filho, prepare sua alma e seus nervos, pois isso vai acontecer. Dr. Plinio vai morrer, mas não se preocupe, porque Eu mesma conduzirei as coisas com muito auxílio e proteção, de maneira miraculosa. Tudo dará certo, tudo se equilibrará. Tenha confiança”.

Na manhã seguinte, novamente aos pés da Mãe do Bom Conselho, aquela ideia voltou com a mesma nitidez, mas também com paz de alma e, inclusive, acompanhada de alegria e de confiança, com esta convicção: “Aconteça o que acontecer com Dr. Plinio, ele cumprirá sua missão e vencerá!”

A partir desse momento, com o passar dos dias a aflição cederia lugar à calma e a um misterioso fortalecimento, dado a ele pela graça para enfrentar as situações dramáticas que o esperavam. Assim transcorreu o mês de agosto.

Estando em Paris no dia 15, o Autor foi chamado ao telefone por Dr. Plinio, o qual desejava cumprimentá-lo por seu aniversário. Nessa ocasião discerniu, pela voz, o quanto a saúde dele havia sido abalada, o que alimentou ainda mais a sensação da morte próxima. E no dia 20, já nos Estados Unidos, recebeu uma not