Os diáconos são servidores da palavra de Deus, não somente na proclamação do Evangelho, na Liturgia, mas também pregando e anunciando a palavra com ardor, no seu agir quotidiano.
Receberão os Evangelhos com o compromisso de testemunhar aquilo que pregam, por mais desafiadora que seja sua missão.
Devem ser homens de oração, e somente assim poderão estar repletos do Espírito Santo e da Sabedoria, como lemos no episódio da escolha dos diáconos, relatado nos Atos dos Apóstolos (cf. At 6, 1-6).
A oração é dialogo entre Deus e sua criatura predileta, que somos nós. É como que uma religação do humano com o divino. É comunicação amorosa com Deus, como nos disse o Papa emérito Bento XVI.
A oração, com o jejum e as obras de misericórdia, formam a estrutura que rege nossa vida espiritual.
O cuidado com a vida espiritual e a prática da misericórdia devem ser preocupações constantes na vida do diácono, resultado do dobrar todos os dias os joelhos diante do Santíssimo Sacramento.
Que na oração, meus irmãos, vocês façam a experiência do quanto é bom deixar-se amar por Deus.
Os candidatos afirmarão ainda o propósito de rezarem a Liturgia das Horas, entrando assim em comunhão com a oração da Igreja no mundo inteiro.
O Saltério contempla a pessoa, a comunidade que reza em situações diversas: na súplica, na angústia, no louvor, na gratidão, na vitória sobre os inimigos – como lembra o Salmista, quando Deus os passa ao fio da espada, dando-nos a impressão de um Deus vingativo.
Na verdade, os Salmos nos ajudam a perceber a presença de Deus em qualquer situação de nossa vida. Nosso Deus é o Deus-Justiça que ontem, hoje e sempre defende os seus eleitos.
Quando oramos, estamos de algum modo solidários com os nossos irmãos que, pelo mundo afora, experimentam o sofrimento, a dor, a perseguição e até a morte.
Na recitação dos Salmos encontramos o modo de como superar hoje nossos principais inimigos: o egoísmo, o individualismo, o orgulho, a inveja, males que precisam ser passados ao fio da espada pelo amor de Deus.