O Concílio Vaticano II chamava a atenção para o papel fundamental das artes na vida eclesial: "A literatura e as artes são também, segundo a maneira que lhes é própria, de grande importância para a vida da Igreja. [...] Consegue assim elevar a vida humana, que se expressa de formas diferentes, segundo os tempos e lugares. Deste modo, o conhecimento de Deus é mais perfeitamente manifestado; a pregação evangélica torna-se mais compreensível ao espírito dos homens e aparece como que integrada nas suas condições normais de vida" (Gaudium et Spes, 62).
Igualmente o Santo Padre, em numerosas ocasiões, não tem poupado incentivos ao emprego das artes para fins religiosos. Assim, por ocasião de seu 80º aniversário, após o concerto que lhe foi oferecido, dirigiu ele aos presentes um breve discurso no qual ressaltava a importância da música para elevar o espírito a Deus:
"Estou persuadido de que a música e aqui penso em particular no grande Mozart e nesta tarde, naturalmente, na maravilhosa música de Gabrieli e no majestoso "Novo Mundo", de Dvorák é realmente a linguagem universal da beleza, capaz de unir entre si os homens de boa vontade em toda a terra e de levá-los a elevar o seu olhar ao Alto e a abrir-se ao Bem e à Beleza absolutos, que tem a sua nascente última no próprio Deus. Ao refletir sobre a minha vida, dou graças a Deus por ter posto ao meu lado a música, quase como uma companheira de viagem, que sempre me ofereceu conforto e alegria. Estou grato também às pessoas que, desde os primeiros anos da minha infância, me aproximaram desta fonte de inspiração e de serenidade.
"Agradeço àqueles que unem a música e a oração no louvor harmonioso de Deus e das suas obras: eles ajudam-nos a glorificar o Criador e Redentor do mundo, que é a obra maravilhosa das suas mãos. Estes são os meus bons votos: que a grandeza e a beleza da música possam infundir inclusive em vós, queridos amigos, uma renovada e contínua inspiração para construir um mundo de amor, de solidariedade e de paz (Bento XVI, Discurso, 16/4/2007)."
Seguindo as sapienciais orientações do Sumo Pontífice, os Arautos do Evangelho vêm largamente utilizando a música para a animação das celebrações litúrgicas.
Está especialmente dedicado a esse gênero de apostolado o Coro e Orquestra Internacional Arautos do Evangelho. Cerca de 50 conjuntos musicais semelhantes surgiram com a mesma finalidade dentro da Instituição, nos vários países onde atua.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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