A Santa Igreja Católica é uma instituição divina, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. É ela uma sociedade de almas, alicerçada pela pedra que é Pedro e amparada pelo Espírito Santo, propulsor e mantenedor dos dons e carismas.
Como uma mãe, a Igreja tem valiosos ensinamentos que nos comunica por meio de suas comemorações e celebrações, de acordo com o calendário litúrgico, diferente do calendário civil.
O fim e o começo, o “alfa” e o “ômega”
Como todos sabemos, o fim de algo sempre prenuncia um novo começo.
Almejamos metas e, quando estas estão acabando, nos preparamos para as próximas, não sem, porém, uma análise pessoal, uma olhada para o passado para que deitemos luz sobre o futuro.
Assim também a Santa Mãe Igreja aconselha os fiéis a fazerem essa revisão no fim do ano litúrgico.
Por isso, a última semana do calendário da Igreja traz leituras e meditações sobre o fim do ser humano, ou seja, a morte e o juízo divino.
A Igreja Católica chama estes últimos dias de semana escatológica.
A meditação da morte na última semana do Tempo Comum
A morte é a única certeza na caminhada humana; assim que nascemos, trazemos a marca de nosso fim.
O que parece desesperador, se considerado de modo terreno, é, na verdade, nossa esperança: um dia as dificuldades acabarão, passaremos pelas provas, com a ajuda de Nossa Senhora, e teremos diante de nós a eternidade feliz.
Mas, infelizmente, devido aos prazeres mundanos, muitas vezes esquecemos nosso destino mais alto. Ficamos presos, atrofiados pelo peso da carne, e preferimos trocar alegrias sempiternas por um prazer instantâneo.
Por isso, nesta última semana, as leituras e o Evangelho lembram ao homem e à mulher que estamos aqui de passagem, que somos criados para mais.
É comum encontrarmos versículos do Apocalipse, leituras dos profetas e cartas dos Apóstolos sempre tocando neste ponto: a morte vem como um ladrão, e, para estarmos prontos para ela, precisamos nos preparar agora.
Juízo Final: a vinda de Cristo
Depois da morte, seremos pesados e medidos pelas contas de Deus, sábio e todo-poderoso, e teremos revelado o nosso destino. Este é o juízo particular, a que todos terão direito.
Mas, para corrigir erros universais da História, para ficar evidente a ação de Deus em cada pedacinho da existência humana, no final dos tempos, quando Jesus voltar em glória e majestade, haverá um outro juízo: o final.
O Filho do Homem virá premiar o bem e punir o mal mais uma vez, agora diante de todos.
Os que estiverem no Céu terão mais alegria; os que estiverem no inferno, mais terror.
Para simbolizar este Juízo Final, a Igreja dedica o último domingo do ano litúrgico, em honra a Cristo, Rei do universo, Rei que voltará para julgar os vivos e os mortos.
Desejo de Mãe sublinhado na última semana: que os filhos não se percam
Alguém poderia perguntar qual a razão de ser tão duro para apresentar, de uma só vez, a fragilidade do ser humano.
A resposta é única: a Esposa Mística de Cristo prefere que o fiel tome um chacoalhão agora do que diante do Juiz universal, quando não haverá mais possibilidade de arrependimento.
Não é o que uma mãe faz diante de um mau negócio do filho: se apresenta e o alerta, até chegando a súplicas?
Que sejamos sábios o suficiente para confiar no amor de tão excelsa mãe, a Santa Igreja.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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