No dia 1º de novembro, a Igreja universal comemora a solenidade de todos os Santos (na Igreja do Brasil, tal celebração passa para o domingo seguinte).
Reflitamos sobre Nossa Senhora enquanto Regina Sanctorum omnium, Rainha de todos os Santos, no exato dia em que comemoramos todos os Santos que, no Céu, continuam sendo seus súditos.
Em que sentido podemos afirmar ser Maria a Rainha de todos os Santos? No que consiste para Nossa Senhora ser Rainha?
Relação de Nossa Senhora com os Santos
Deus concedeu a Nossa Senhora não somente a faculdade de governar, mas, e sobretudo, de simbolizar, de representar, de sintetizar, de esplendorificar, de arquetipizar a grandeza da virtude de todos os Santos.
Estando na glória celeste, eles têm a sublime graça de contemplar, junto com a multidão dos Anjos, a celeste grandeza de Maria.
Extasiam-se eles e se perguntam entre si – não pelo fato de não conhecerem, mas para exprimirem o que há de inefável no sublime objeto de sua admiração: “Quem é esta, que avança como aurora, mais bela que a Lua, mais brilhante que o Sol, terrível como um exército em ordem de batalha?” (Ct 6, 10).
De fato, é contemplando a inenarrável pulcritude de sua Rainha que os Santos compreendem melhor sua própria grandeza, e tornam-se capazes de amar com uma maior intelecção a grandeza do próprio Deus.
E foi Ele, em sua infinita e substancial sabedoria, que plasmou uma criatura tão inexprimivelmente plena de sublimidade e beleza: Maria Santíssima.
Persuadidos de encanto
É, por assim dizer, persuadidos pelos tão puros e nobres encantos de Maria que os Anjos e Santos se dispõem, com toda a diligência, a cumprir suas ordens.
Como não fazer a vontade de uma tão encantadora Rainha e Mãe?
Desta maneira, é manifestando despretensiosamente seus indizíveis encantos que Maria governa plenamente sobre os habitantes do Paraíso.
O próprio Senhor nada recusa a Ela, que Se manifesta de modo extremamente belo, sábio, nobre, sublime, santo, cheio de grandeza e… tão charmant.