Colômbia (Quinta, 05-02-2009, Gaudium Press) Na esteira das FARC, que desde o ano passado vêm libertando alguns reféns da guerrilha, o ELN, Exército de Libertação Nacional, também estaria disposto a amenizar sua situação com o governo e com a opinião pública. Pelo menos é o que sugere o bispo de Magangué, no norte da Colômbia, monsenhor Leonardo Gómez Serna.
Segundo o religioso, "existem mensagens da parte de ELN para buscar diálogos de paz com o governo de Uribe". A igreja católica em Bolívar, na costa norte do país, revelou que o Exército de Libertação Nacional teria intenções de voltar à mesa de negociação com o governo nacional.
De acordo com monsenhor Serna, alguns chefes guerrilheiros enviaram mensagens para buscar o diálogo entre as partes, sentar-se à uma mesa e buscar saídas que permitam a reconciliação.
"Com o ELN, houve contatos com alguns chefes e estamos analisando as perspectivas, para ver quando se pode realizar uma aproximação", disse o religioso. Ele afirmou também que "há otimismo em alguns setores, e estamos dispostos a seguir contribuindo na busca da paz na Colômbia."
O bispo de Magangué acrescentou ainda que Igreja e sociedade civil vêm trabalhando pelo desenvolvimento social da zona, afirmando que "é um compromisso olhar pela comunidade vulnerável da região, vítima por muitos anos da violência."
Monsenhor Salazar
Ontem, o presidente da Conferência Episcopal da Colômbia e arcebispo de Barranquilla, monsenhor Rubén Salazar, se mostrou contente pela libertação dos quatro militares e do ex-governador de Meta, Alan Jara, e disse esperar com "fervoroso desejo" a libertação, hoje, do ex-deputado de Valle del Cauca, Sigifredo López.
Entretanto, monsenhor Salazar ressaltou novamente que é importante e urgente o regresso de todos - e não apenas alguns - sequestrados na Colômbia.