África do Sul (Sexta, 16-01-2009, Gaudium Press) "Ame e acolha os estrangeiros". Esta é a exortação feita por bispos sulafricanos em razão da Jornada Mundial dos Migrantes e Refugiados que será realizada no próximo dia 18. Os religiosos divulgaram hoje comunicado em que lamentam o tratamento dado a estrangeiros no mundo e pedem maior "acolhimento".
Na mensagem, destinada aos fiéis e a "todas as pessoas de boa vontade", os prelados citam o papa Bento XVI e recordam que, "enquanto filhos de Deus, somos todos chamados a ter solidariedade uns com os outros, em particular com os refugiados e os menos favorecidos; aqueles que se encontram em condição de miséria ou dificuldade, aqueles que não conseguem satisfazer as próprias necessidades porque mais fracos e indefesos, todas as pessoas que vivem em condições precárias e de insegurança, marginalizadas e frequentemente excluídas da sociedade."
Segundo os bispos, é esta categoria de pessoas a quem deve ser destinada atenção prioritária. O texto convida a sociedade à reflexão, em particular, sobre "a necessidade para o país de intensificar o empenho em favor dos refugiados e dos estrangeiros". E acusa: "Se é verdade que as nossas comunidades católicas e muitas outras pessoas responderam com generosidade às necessidades dos malogrados estrangeiros, depois dos terríveis atentados contra estes em maio de 2008, as sucessivas pesquisas mostram que a grande maioria de nós, sulafricanos, sustenta que o país estaria em uma posição melhor sem os estrangeiros".
De acordo com os bispos, esta é uma postura que vai de encontro aos valores fraternos cristãos e que deve ser condenada. "Deploramos a falta de liderança por parte do governo local e em particular no momento do estopim daquela violenta crise", acrescentam os bispos, que exprimem "amargura" pela "demora na entrega de proteção e ajuda às vítimas dos ataques" e pela não-captura dos responsáveis. "O fracasso daqueles que escolhemos como nossos governantes deve ser reconhecido como um fracasso de todos.", pontificam.
No final do texto, os prelados apelam a todas as comunidades cristãs para que acolham os estrangeiros "como irmãos e irmãs", colocando em prática às palavras de Jesus: "Era forasteiro e vocês me acolheram."