São Paulo (Quinta, 22-01-2009, Gaudium Press) O Brasil celebrou ontem, apenas pela segunda vez em sua história, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data faz parte do Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial e foi instuída pelo presidente Lula em decreto assinado em dezembro de 2007.
No ano passado, a data reuniu membros de diversas manifestações religiosas em um desfile em Salvador, de padres católicos a umbandistas e pastores batistas.
"Eu creio, os outros têm direito a crer"
Segundo o padre Maciel Maçaneiro, um dos responsáveis da CNBB para o diálogo interreligioso, a data é importante para "recordar que cada cidadão tem direito de professar a sua crença, a sua religião, no espaço do Brasil e, ao mesmo tempo, esse direito é recíproco: é meu, seu, de todos."
Apesar de reconhecer ter havido notáveis avanços na aceitação de minorias religiosas, padre Maçaneiro acredita que a discriminação ainda não foi totalmente erradicada no Brasil por ser uma questão também educacional, estritamente ligada ao pouco conhecimento em relação a certas manifestações religiosas.
"Os católicos e cristãos no Brasil se acostumaram com o clima de liberdade, mas nos esquecemos que algumas minorias não têm a mesma aceitação. Esta data toca a religião, mas também é pertinente à educação, de forma que as pessoas devem ser educadas para reconhecer esse valor.", pondera, antes de concluir. "Este não é um valor perene ainda, é um valor que temos que conquistar a cada geração, educando."