Cidade do Vaticano (Terça, 27-01-2009, Gaudium Press) O presidente da conferência dos bispos da Itália, cardeal Angelo Bagnasco, declarou considerar "injustas" as acusações que alguns grupos judaicos vêm fazendo ao Papa Bento XVI por causa da anulação da excomunhão do bispo Richard Williamson, religioso que negou o holocausto e as câmaras de gás.
Grupos judaicos, como o Comitê Judeu Americano, o Centro Simon Wiesenthal e a Agência Judaica denunciaram o Vaticano por ter acolhido um negador do Holocausto
Em entrevista ao Observador Romano, cardeal Bagnasco ressaltou que o Papa deplora toda forma de antissemitismo e disse que os fiéis católicos devem fazer o mesmo. O Vaticano declarou que o fato da excomunhão ter sido removida não significa que compartilhe as opiniões de Williamson.
Na entrevista, o cardeal defendeu a decisão do papa em retirar a excomunhão a Williamson, mas criticou a visão dele sobre o Holocausto, a qual definiu como "injustificável"
"Enquanto exprimimos o nosso apreço pelo ato de misericórdia do Santo Padre, manifestamos o desprazer pelas infundas e imotivadas declarações de um dos quatro bispos; declarações não obstante dadas alguns meses somente agora retomadas com intenção instrumental; declarações já repudiadas pela própria Fraternidade".
Alemães
A conferência episcopal alemã também condenou as declarações negacionistas do bispo lefebvriano. O porta-voz da conferência, Mathias Kopp as definiu como "inaceitáveis".
"Williamson deverá retirar mais cedo ou mais tarde as suas afirmações", afirmou, precisando que elas não fazem parte dos ensinamentos da Igreja Católica.
O porta-voz disse que a Igreja Católica dispõe de "mecanismos" para fazer pressão sobre o bispo negacionista e explicou considerar "compreensibilíssima" a indignação da comunidade hebraica.