Gaza (Sexta, 23-01-2009, Gaudium Press) A Fundação Cáritas Internacional voltou esta semana a prestar assistência aos palestinos e às vítimas do conflito na Faixa de Gaza. O retorno da organização - representada na região por meio de seu "braço", a Cáritas Jerusalém - foi possível depois que um novo cessar-fogo entre israelenses e ao Hamas foi acordado.
A Cáritas considera que em uma escala de cinco moradores, quatro necessitam urgentemente de algum tipo de assistência humanitária. Além das necessidades materiais, acrescenta-se o impacto psicológico que a ação militar causou a milhares de famílias que perderam seus parentes.
Com base nas prioridades estabelecidas pela Cáritas Jerusalém, a instituição está fornecendo assistência médica e produtos de primeira necessidade a quatro mil famílias (cerca de 25 mil pessoas).
Já Christopher Gunness, porta-voz do organismo da Onu que fornece assistência aos refugiados palestinos (UNRWA), afirmou que as ajudas estão sendo entregues com rapidez, mas a emergência é tão grave que é impossível dar respostas imediatas a todos.
Antissemitismo
Enquanto isso, em Jerusalém, o custódio da Terra Santa frei Pierbattista Pizzaballa, ao comentar o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado anteontem, disse temer o recrudescimento de sentimentos e atos antissemitas após a ofensiva militar israelense em Gaza.
Para o religioso, é preciso saber separar os recentes ataques israelenses à região da perseguição sofrida pelos judeus pelo nazismo. "O Dia Internacional recorda os horrores que os europeus cometeram contra os judeus, independentemente do que eles cometeram depois. São fatos que devem permanecer distintos".
Para Fr. Pizzaballa, o antídoto para que preconceitos não desemboquem em antissemitismo é o "estudo e o aprofundamento histórico".