Antanarivo (Quinta, 26-02-2009, Gaudium Press) A Confederação das Igrejas Cristãs de Madagascar (CICM) solicitou ontem a mediação das Nações Unidas na busca de uma saída para a crise social que o país atravessa.

Apesar do fracasso na tentativa, a CICM conseguiu estabelecer o diálogo entre o presidente Marc Ravalomanana e seu rival, Andry Rajoelina, ex-prefeito da capital.

O porta-voz do CICM, o Arcebispo Odon Razanakolona, lamentou que "não há soluções possíveis para a crise". Rajoelina convocou seus seguidores para uma reunião hoje (26) na praça 13 de Maio de Antananarivo, epicentro das violentas manifestações que acontecem desde 26 de janeiro e já somam 120 mortos.

Oração pela paz

O Papa Bento XVI se disse preocupado com a situação em Madagascar e fez um chamado para que se restabeleçam a calma e a convivência civil no país africano na oração do Angelus no dia 8 de fevereiro.

"Estou vivamente preocupado com o período particularmente crítico que o país atravessa", disse o Papa, ao lembrar "as fortes tensões políticas que produziram revoltas populares" em Madagascar. Diante disso, pediu aos fiéis católicos que se unam em oração aos bispos do país para "o retorno da concórdia, da tranquilidade social e da convivência civil".

Política

Andry Rajoelina, prefeito destituído, se autoproclamou à frente do país e exige a destituição do Presidente Marc Ravalomanana, acusando-o de desviar verbas públicas e violar a Constituição.

As próximas eleições presidenciais em Madagascar estão previstas para 2011 e o ex-prefeito não poderá se apresentar, porque a Constituição exige a idade mínima de 40 anos para entrar na disputa e Rajoelina tem apenas 34.