República Dominicana (Quarta, 18-02-2009, Gaudium Press) Motivada pelo 165º aniversário da Independência Nacional, a Conferência Episcopal Dominicana emitiu um longo comunicado demonstrando preocupação com a insegurança e a violência que assolam o país, porém sem perder a fé e a esperança para reverter o quadro. "Construamos a paz!", clama o comunicado, antes de usar a frase bíblica "Se queres entrar na vida, cumpra os mandamentos".
"No ano de São Paulo, quando começamos a Missão Continental e na ocasião da Nossa Festa de Independência da Pátria, novamente com os Bispos do Povo de Deus que peregrinam na República Dominicana, nos dirigimos ao país, a todos os homens e mulheres de boa vontade, profundamente preocupados com a crescente crise econômica e pelo clima de insegurança e violência, assim como pelo crescente narcotráfico e pela delinquência corriqueira", diz o começo do texto.
"Ainda não conseguimos erradicar o câncer da corrupção administrativa, pública e privada, o tráfico de influência e a degradação institucional", continua o comunicado, embora reconheça que "somos conscientes de que muitos dos males descritos não acometem somente a República Dominicana. Eles são parte dos males generalizados da sociedade atual. Mas, mesmo que se encontrem em toda a humanidade, isso não nos exime de culpa e de responsabilidades".
A CED afirma ter acompanhado com "alarmante preocupação" o crescimento dos assaltos, sequestros, roubos e do crime organizado. "Parece que estamos retornando a uma época em que impera a lei da selva", ressalta.
Os bispos também questionam a falta de investimentos em educação, o desemprego e a omissão do Estado na criação de políticas que combatam a pobreza, principal motivo do "agravamento da violência e da insegurança".
No entanto, o comunicado aponta que esta preocupante realidade não é construída "pela maioria dos cidadãos". "Nosso povo tem uma grande reserva moral, carregada de valores humanos. Somos um povo pacífico e trabalhador".
Os bispos concluem, com ensinamentos do Concílio Vaticano II, que "todo aquele que se opõe à vida, com homicídios, aborto, eutanásia e mesmo suicídio; todo aquele que viola a integridade humana, com mutilações, torturas corporais e mentais; todo aquele que ofende a dignidade humana, explora a escravidão, a prostituição é mais desonrados do que as próprias vítimas das injustiças e fica totalmente contrário à honra devida ao Criador".