Cidade do Vaticano (Terça, 30-12-2008, Gaudium Press) Um ano produtivo, movimentado e em linha com a fé cristã. Esse é o balanço feito pelo padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, sobre o ano que se encerra amanhã. Segundo ele, o Pontificado chegou a um magistério de nível extraordinário em 2008 sob a batuta do papa Bento XVI.
Para padre Lombardi, uma das principais ações da Santa Sé no ano foram as viagens aos Estados Unidos - em especial o discurso de Bento XVI na Assembléia Geral da ONU, em Nova York, e a visita ao Ground Zero, local onde ficavam as Torres Gêmeas - e à França. Sobre este último país, Lombardi enfatizou a aproximação da Igreja com o mundo cultural francês, "alcançando, portanto, aquele propósito de diálogo entre a Igreja e o mundo de hoje que todos desejávamos."
Outro momento importante para o diretor de imprensa do Vaticano foi a Jornada Mundial da Juventude. Em consonância com o que já havia sido declarado anteriormente por Bento XVI, padre Lombardi disse que a reunião dos jovens na Austrália contou com grandes momentos; ele destaca, em especial, aqueles "de abraço entre o Santo Padre e a esplêndida, jubilosa platéia dos jovens."
A aproximação com outras religiões cristãs também foi lembrada. Segundo padre Lombardi, "para o ecumenismo, a imagem que talvez fique para nós de maneira mais intensa é aquela do discurso de Bartolomeo I, no Sínodo dos Bispos: o Patricarca ecumênico que anuncia de modo muito intenso o amor pela Palavra de Deus na tradição ortodoxa. E o que pode unir mais que este andar junto à raiz da nossa fé?"
De acordo com ele, no que tange ao diálogo inter-religioso, houve também uma significativa aproximação com o Islã, facilitada pelo recente Fórum Católico-Muçulmano. "A Declaração final demonstrou que foram tratados realmente com honestidade e com clareza os pontos dos direitos humanos e da liberdade religiosa, que são cruciais na relação com o Islamismo", ponderou o prelado.
Com relação ao Ano Paulino, padre Lombardi reclama ter havido pouca divulgação por parte da mídia, apesar de ser "muito importante na vida Igreja". E ressalta: "Também em nível ecumênico o Ano Paulino é importante".
Entre os outros pontos fortes da Igreja em 2008, pe. Lombardi cita as constantes declarações de Bento XVI sobre a crise econômica mundial e suas conseqüências sobre os mais pobres e sobre a perseguição de cristãos especialmente na Índia e em alguns países do Oriente Médio.
E sentencia, com um olho no futuro: "É preciso ser prudente nas expectativas sobre o ano que se inicia, sobre o que o papa vai fazer, que viagens. Mas uma grande preocupação do Pontífice para o ano que se inicia é certamente em relação à África - os genocídios, doenças e sofrimentos daquele continente."