Rio de Janeiro (Quinta, 19-03-2009, Gaudium Press) Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Wilson Tadeu Jönck aproveita o tempo da quaresma para esclarecer algumas dúvidas sobre o sacramento da confissão ou penitência. "O pecado é exatamente aquilo que faz da nossa vida uma contradição. E como vou reverter isso? Com a graça de Deus. É Deus quem pode nos perdoar. É Nele que vamos ser fortes para de novo buscar viver de forma consequente aquele ideal que o Evangelho nos coloca", afirma.
Segundo dom Wilson, uma das dúvidas mais comuns diz respeito à frequência com que devemos buscar o sacramento. O bispo auxiliar do Rio lembra que, de acordo com a Igreja, devemos nos confessar "ao menos uma vez por ano". "Muitas vezes, as pessoas se confessam na Quaresma para celebrar a Páscoa. Esse é o mínimo, por assim dizer. Quando buscamos nos unir a Deus, vamos nos confessar sempre que sintamos necessidade. Deus sempre está disposto a nos perdoar", assegura.
Dom Wilson explica também que há diferença entre confissão e aconselhamento espiritual. "Na confissão, eu confesso meu pecado e o sacerdote me dá o perdão, em nome de Deus. Já o aconselhamento espiritual não se trata de confissão. Muitas vezes, temos situações na vida em que precisamos ouvir pessoas. Às vezes, a vida está pesada e, só de falarmos com alguém, já muda todo o horizonte dela. Recomendamos que as pessoas se aconselhem espiritualmente, mas isso não é confissão", enfatiza.
Mas, como uma pessoa pode perdoar pecados? Dom Wilson responde: "Quando o padre absolve, não é uma pessoa que está fazendo isso. É Deus que está perdoando o nosso pecado". Por fim, o bispo auxiliar do Rio dá algumas dicas para quem deseja fazer um bom exame de consciência. "É preciso se colocar sempre diante de Deus. Quando se procura viver para Deus, começa a se perceber coisas que não estão bem. Damos a essa sensibilidade o nome de ‘voz da consciência'", esclarece.
Mas nada terá sentido no sacramento da confissão se não houver o pleno arrependimento. "Dessa forma, vejo que determinada coisa é pecado e reconheço que aquilo é um erro. E o próximo passo, que é o propósito de dizer que, dessa forma, não quero mais viver. É o propósito de não tornar a cair. A partir daí, do estar arrependido e do não tornar a cair, consigo realizar os dois outros passos: a confissão e a penitência", ensina Dom Wilson Tadeu Jönck.