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Cardeal Vingt-Trois

Cidade do México (Sexta, 16-01-2009, Gaudium Press) A primeira proposta apresentada ontem na parte vespertina tarde do Congresso Teológico-Pastoral, principal evento paralelo do VI Encontro Mundial das Famílias, teve como principal tema "A política e a legislação", amplamente discutido por diversos expositores presentes.

A presidência da conferência da qual participaram as parlamentaristas Anna Zaborska, eslovaca, e Maria Smereczynska, polonesa; o professor espanhol Xavier Escrivá Invars; e a deputada hondurenha Martha Lorena Casco ficou a cargo do cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris.

A introdução do tema foi feita pelo cardeal Vingt-Trois, quem recordou que a família faz parte da sociedade e, como tal, "tem interesse nas decisões e orientações políticas que os governos democráticos realizam ao legislar". Segundo o prelado, essas diretrizes e marcos legislativos muitas vezes podem sustentar e apoiar a família, mas também podem ser "profundamente negativas para a instituição familiar."

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Anna Zaborska

Já para Anna Zaborska, presidente da Comissão dos Direitos da Mulher no Parlamento Europeu, a legislatura comum é contra a família ao querer igualar o matrimônio cristão com qualquer tipo de "união", utilizando como argumento a não-discriminação. Ela mencionou o importante papel que a Igreja tem ao formar consciências e promover líderes que possam influenciar na vida política das nações em prol da família, já que "todo cidadão tem o dever e a obrigação de se fazer ouvir na vida política nacional."Maria Smereczynska, parlamentar polonesesa, enfatizou que nenhuma instituição educacional jamais poderá fornecer a formação que dá a família, pois "nesta se ensinam as primeiras noções de moral e os primeiros fundamentos para que se possa distinguir entre o bem e o mal." "Neste sentido, a família é insubstituível na transmissão de valores culturais, morais e artísticos", concluiu.

A deputada hondurenha e líder pró-vida Martha Lorena casco criticou duramente as políticas da ONU e os organismos internacionais que, segundo ela, "atentam contra a instituição familiar, chegando a se constituírem em novos totalitarismos a favor das ONGs anti-vida." Ela encerrou sua alocução dizendo que a família e o direito à vida são "valores inegociáveis."

Ao concluir as intervenções, o cardeal Vingt-Trois declarou que "a família não é somente uma célula de consumo, mas uma célula de esperança e de amor que ajuda a construir a sociedade. Porém, para levar a cabo este projeto, é necessário, estarmos dispostos a pagar o preço pela defesa daquilo em que acreditamos e que dita nossa consciência."