São Paulo (Domingo, 25-01-09, Gaudium Press)
GP - O Sr. Poderia comentar sobre a importância da festa da conversão de São Paulo para os Paulistanos?
Mons. Scaramussa - Bom, 455 anos já fazem história. E começa com a evangelização do Apóstolo do Brasil, o Beato José de Anchieta, que fundou a cidade com a fé e a luta pela evangelização, pela estruturação da cidade. Esta metrópole de hoje passou por muitas mudanças, muitos problemas, mas a Igreja sempre foi ajudando e acompanhando. 100 anos atrás foi criada a Arquidiocese de São Paulo, há pouco celebramos o centenário, e hoje celebramos a conversão do apóstolo que, providencialmente, simboliza muito esta cidade, por isso os paulistanos devem se identificar com ele, pela sua abertura, sua luta e empenho ante as adversidades. Hoje, a cidade de São Paulo pede isso aos seus habitantes, abertura e empenho em prol da evolução.
GP - Qual é o grande desafio para a Igreja hoje, em São Paulo?
Mons. Scaramussa - A Igreja tem que responder a várias problemáticas que uma cidade tão cosmopolita possui, pois as culturas são muito diferentes. Há pessoas que encontramos em uma missa que vem do Continente Asiático, assim como há pessoas do oriente, africanos, que estão acostumadas a outras práticas e costumes, enfim, é um desafio interessante, mas que pede muita universalidade.
GP - Conte-nos um pouco sobre a experiência do Sr. nesta metade de ano Paulino que já passou e as perspectivas da metade que ainda está por vir.
Mons. Scaramussa - O centenário da Diocese que faz parte deste ano paulino foi uma experiência muito forte, vivemos um momento de comunhão eclesial e de Igreja enquanto mãe que acolhe, algo muito bonito, emocionante. E pouco a pouco, os fiéis vão se dando conta da graça que é para a cidade este Jubileu Paulino. Quanto a outra metade, eu creio que será vivida muito intensamente, sobretudo os eventos que encerrarão este ano de muitas graças para a cidade e oportunidades de conversões e união e fortalecimento familiar.