Madri (Segunda, 16-02-2009, Gaudium Press) O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, apresentou a palestra de abertura da Assembléia Anual de Delegados Diocesanos de meios de comunicação social da Igreja Católica nesta segunda (16), em Madri (Espanha). Com propriedade e argumentos consistentes, o religioso deu uma aula de comunicação teórica e prática.
O evento contou com a presença do Núncio Apostólico de Sua Santidade na Espanha, monsenhor Manuel Monteiro, do bispo da Comissão Episcopal dos Meios de Comunicação Social, Juan Del Río, do Secretário da Comissão de Mídia, José María Gil, do porta-voz do Episcopado Espanhol, monsenhor Martínez Camino entre outros.
O porta-voz do Santo Padre pediu uma Igreja presente em "todos os tipos de meios de comunicação", tanto nas tecnologias tradicionais quanto nas mais modernas. Com lógica, insistiu que é possível encontrar as novas gerações por meio das novas tecnologias sem comprometer nem abandonar os meios tradicionais.
Em sua opinião, a missão da mídia católica é fazer uma "comunicação integral", e não divulgar apenas informação eclesiástica e clerical. Um bom exemplo seria o próprio Papa como o "nosso principal comentarista de todo o tipo de questões", argumentou.
Objetivo, o padre reiterou que a presença da Igreja na mídia não é um luxo, mas uma obrigação e, por isso, deve ser usada uma linguagem simples e direta na hora de se comunicar em vez de frases abstratas e clericais. "Se queremos que a mensagem passe e permaneça, precisamos de extrema simplicidade e clareza", sentenciou.
Experiente jornalista, o presbítero sustentou que "os jornalistas tem que escrever notícias". "A informação hoje é contínua e em tempo real, então quanto antes sair a resposta, melhor", apontou, ressaltando a necessidade de se escrever a verdade e com rapidez, mantendo o incondicional compromisso com a credibilidade.
O padre Federico Lombardi nasceu em Saluzzo, Itália em agosto de 1942. Depois dos estudos de Matemática e Teologia, colaborou com meios de comunicação dos jesuítas. Com o desenvolvimento como jornalista e comunicador, se tornou diretor do Centro Televisivo do Vaticano, da Rádio Vaticana e, em 2006, porta-voz do Papa Bento XVI.