Colômbia (Segunda, 02-02-2009, Gaudium Press) Enquanto em algum lugar da selva colombiana se produzia a libertação de mais quatro sequestrados das FARC, em cidades como Cali, Villavicencio e Bogotá aconteciam diversas celebrações religiosas, não somente em agradecimento à recente libertação dos quatro militares, mas também pela soltura imediata dos que ainda se encontram em cativeiro e para que o flagelo do sequestro termine definitivamente.

Na igreja San Fernando Rey, no sul da capital do departamento de Cali, Vallcaucana, a família do ex-deputado Sigifredo López ofereceu uma missa de ação de graças pela pronta libertação do ex-político e pela libertação, ocorrida ontem, dos 4 militares.

Horas antes, na catedral desta mesma cidade, as famílias dos militares que ainda permanecem em cativeiro também realizaram uma outra missa, pedido a Deus pela liberdade de seus familiares reféns.

Fabiola Monsalve, mãe do sargento da polícia Cesar Lazo Monsalve, sequestrado há dois anos, expressou sua alegria pelos que regressaram, mas desapontada pela não-libertação do filho. "Estamos dando graças a Deus pelos companheiros que vêm ao encontro de suas famílias, e seguimos orando pelos que permanecem em cativeiro", declarou.

Da mesma forma, Elena Chagueza, tia do sargento do Exército Luis Alfredo Moreno, em poder das FARC desde agosto de 1998, não conseguiu esconder sua tristeza ao descobrir que o sobrinho não estava na lista dos libertados. "São sentimentos contraditórios. Estive toda a noite escutando as informações que saíam na imprensa, para logo saber que ele não estava na lista. É algo muito duro, mas Deus sabe como faz as coisas", afirmou Elena.

Tão logo terminou a celebração litúrgica na Catedral no Centro de Cali, os familiares de soldados e policiais que não foram libertados se transferiram para a igreja San Fernando Rey para acompanhar Patricia Neto e todos os familiares do ex-deputado Sigifredo.

Na mesma hora, acontecia na praça de Bolívar, em Bogotá, uma maratona de mensagem, para celebrar as libertações e para recordar as pessoas que seguem em cativeiro.

Por volta do meio-dia termino na Catedral Primada, em Bogotá, outra cerimônia religiosa em que estiveram presentes os familiares dos militares que ainda permaneciam em poder da guerrilha.

A mãe do capitão do exército William Donato manifestou sua tristeza pelo filho que não iria ser libertado nas horas seguintes: "Estava muito esperançosa de que meu filho fosse voltar, porém Deus não o teve ainda em sua Santíssima agenda. Mas eu sei que muito em breve ele voltará ao lar.", disse, esperançosa.