111.jpgParis (Terça, 13-01-2009, Gaudium Press) Em tempos de escassez de bonança, o comércio monástico não parece sofrer com a crise mundial. Pelo contrário. Vinhos, licores, marmeladas caseiras, presépios e imagens são vendidos como pão em alguns monastérios e abadias parisienses. Nos períodos de festas, esse movimento é ainda maior.

Abertas em outubro por Sylvie e Jean-Claude Génin, as vitrines das abadias no 9º distrito de Paris oferecem produtos alimentícios como bálsamos e loções para o corpo e são reflexos dessa tendência. O mesmo vale para os azeites de oliva dos beneditinos do Monte Oliveto, na Toscana, e o gengibre confeccionado pelas Soeurs de Solan (Irmãs de Solan), em Cévennes. Em ambos os casos, as vendas são altíssimas.

Mais antiga, a loja de artesanato monasterial instalada a partir do ano de 1950 nas cavas do monastério de La Visitacion, no 14º distrito de Paris, tem cerca de 450m² de área. Diferentemente das vitrines das abadias, ela é atendida por voluntários, ainda que somente comercialize produtos confeccionados pelos monges.

Além dos condimentos finos e dos objetos de decoração, podem ser encontrados no local também artigos religiosos como roupas antigas monasteriais muito apreciadas por antiquários e alfaiatarias.