Cidade do Vaticano (Quarta, 04-02-2009, Gaudium Press) Após um ciclo de 20 catequeses sobre a vida e os ensinamentos do apostólo Paulo, o Papa Bento XVI concluiu na audiência geral desta manhã na sala Paulo VI suas exposições sobre o Discípulo dos Gentios e fechou as catequeses do Ano Paulino instituído pela Igreja.
Durante sua alocução na Sala Paulo VI, no Vaticano, Bento XVI falou aos fiéis da morte e do martírio de São Paulo.
A antiga tradição cristã testemunha que a morte de Paulo foi consequência do martírio sofrido em Roma, apesar dos escritos do Novo Testamento não narrarem o fato. Os Atos dos Apóstolos, por exemplo, terminam seu relato falando da prisão de Paulo.
Entretanto, explicou o Papa, escrevendo a seu amigo e colaborador Timóteo, Paulo teria vislumbrado o final de sua vida com essas palavras: "Eu estou a ponto de ser sacrificado e o momento da minha partida é iminente" (2 Tm 4, 6).
Apesar da discrepância histórica, bento XVI disse que "para além dos fatos que determinaram seu martírio, a grandeza de São Paulo vai além da sua vida terrena e da sua morte, pois deixou uma extraordinária herança espiritual".
O pontífice citou como exemplo centernas de teólogos e pais da Igreja que se valeram das Cartas de São Paulo. Santo Agostinho, por exemplo, deve a São Paulo o passo decisivo de sua conversão. Por sua vez, S. Tomás de Aquino deixou um belo comentário das Cartas paulinas, que representa o fruto mais maduro da exegese medieval, declarou o papa.
Por fim, Bento XVI citou alguns movimentos religiosos que surgiram na idade moderna e que se inspiram em São Paulo, como a Congregação de S. Paulo", conhecidos como barnabitas, os "Missionários de S. Paulo", a poliédrica "Família Paulina", fundada pelo bem-aventurado Tiago Alberione, e o Instituto Secular da "Companhia de S. Paulo".
Concretamente, disse o papa, permanece diante de nós a figura luminosa de um apóstolo e de um pensador cristão extremamente fecundo e profundo, cujo estudo pode nos beneficiar.
"Voltar a ele, tanto ao seu exemplo apostólico quanto à sua doutrina, será, portanto, um estímulo, além de uma graça, para a consolidação da identidade cristã de cada um de nós e para o rejuvenescimento de toda a Igreja".