Cardeal Javier Lozano Barragan.jpgRoma (Segunda, 15-12-2008, Gaudium Press) O Pontifício Conselho para a Saúde do Vaticano criticou novamente nesta segunda-feira o uso de práticas abortivas para interromper a gestação e manifestou grande apreensão com a disseminação da pílula Ru-486 entre as mulheres da Itália e de todo o mundo. Segundo o presidente do Conselho, cardeal Javier Lozano Barragan, o medicamento abortivo não apenas tira a vida do feto como também põe em risco a da gestante.

 

Sua Eminência diz que a Igreja Católica compreende o drama de jovens que contra a sua vontade acabam grávidas, mas condena o aborto “em qualquer forma que venha a ser praticado”. O cardeal sublinha, ademais, que a pílula Ru-486, espceicalmente, engrossa uma lista de medicamentos que “não são tão inocentes para a saúde das mulheres como se assumia”.


“Não é que não compreendamos o problema. Compreendemos. Assim como compreendemos o que significa ter um filho fora do casamento e todas as dificuldades em que podem se encontrar as pessoas nesses casos. São dramas. Mas existe também uma ‘hierarquia’ dos dramas, e nesta o drama maior é a morte, ainda mais se infligida a um inocente como um filho por nascer. Por esse motivo, devemos sempre dizer, rigorosa e delicadamente, que a vida vem antes de todo o resto. O aborto é matar, tolher a vida de uma pessoa inocente, porque, ainda que nos primeiros instantes de sua existência, o embrião é um ser humano constituído de todos os seus direitos”, declarou o prelado.

 

Não é apenas o Vaticano que discute o uso indiscriminado da Ru-486. Membros do governo italiano, como a ministra da Juventude Giorgia Meloni, também demonstram apreensão com a questão: “A emissão do próximo lote da pílula Ru486 na Itália impõe a todos o dever de informar corretamente às mulheres italianas que pretendem fazer uso dela”, exortou a ministra.