Colômbia (Terça, 27-01-2009, Gaudium Press) Dia 25 de janeiro de 1999 será uma data da qual o povo colombiano sempre se lembrará, de maneira especial os habitantes do departamento de Quindío. Foi naquele dia que um terremoto atingiu boa parte do território conhecido como "eixo cafeteiro", área que concentra a maior produção de café, principal produto de exportação da Colômbia.

Um dos municípios mais afetados pelo desastre foi Tebaida, localizado a cerca de 40 quilômetros de Armênia, capital do departamento de Quindío, que tem como um de seus maiores patrimônios a igreja de Nossa Senhora do Carmo. Construído em 1932, o santuário sofreu a destruição total de seus alicerces após o tremor. Dez anos depois, a cidade ainda espera pela reconstrução do santuário. Com atraso e muita polêmica.

Atualmente se completou apenas 40% do projeto inicial, em um desenho que não é do agrado nem do pároco da igreja nem da população local. A resistência dos tebaindenses está no design "moderno" do templo, com linhas que em pouco lembram a antiga sede.

Para o padre Albeiro Pérez, "quando alguém sabe um pouco de arte, logo se dá conta de que o que fizeram foi uma extravagância, porque não acompanha a cultura, o território, a tradição locais."

Padre Pérez espera ao menos a nova paróquia possa se converter em um ponto turístico e que a igreja fique logo pronta, para que a população tenha um novo templo "para honrar a memória dos 64 tecaidenses mortos."

Com a presença do prefeito municipal Javier Cordona, do governador do departamento de Quindío, Julio César López, de deputados, diretores da ONG Antioquia e representantes da Junta de Ação Comunal, foi realizada uma cerimônia religiosa recentemente em que foi descerrada uma placa em memória à comunidade e às vítimas do terremoto. Mas nada ainda da Igreja.