Congo (Segunda, 16-02-2009, Gaudium Press/RV) A República Democrática do Congo, um dos países mais pobres e conflituosos da região da África subsaariana, irá contar em breve com um representante diplomático junto à Santa Sé. A informação foi revelada na última quarta-feira pelo ministro do Exterior congolês, Alexis Thambwe Mwamba.
Na semana passada, o ministro encontrou-se com o Comitê Permanente da Conferência Episcopal, que estava reunido desde o dia 9 de fevereiro em assembleia na capital Kinshasa.
A notícia das tratativas para um diplomata no Vaticano foi publicada no site da Conferência Episcopal do Congo, que menciona duas reuniões do organismo composto por 11 presidentes de comissões episcopais e seis arcebispos presidentes das assembleias episcopais provinciais com o representante do governo.
Após o encontro, o ministro agradeceu e encorajou os bispos a prosseguirem nos seus esforços para ajudar o país. Mwamba se referia aos encontros que uma delegação da Conferência Episcopal manteve, no último mês de dezembro, na América e Europa para levar àquelas representações eclesiais e diplomáticas a realidade pela qual está passando a República Democrática do Congo. O país sofre com um intenso conflito étnico, provocado pela vontade de divisão da nação com a intenção de explorar ilegalmente os recursos naturais.
O ministro apresentou aos bispos as nuances do atual estado de guerra no leste do país e na província de Nord-Kivu, onde uma coalizão de forças armadas da República Democrática do Congo e de Ruanda está bloqueando os rebeldes ruandeses das Forças Democráticas de Libertação de Ruanda.
Mwamba falou ainda sobre os acordos assinados entre a República Democrática do Congo e Ruanda para pôr fim às ameaças dos rebeldes e do movimento rebelde congolês do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), cujo líder, Laurent Nkunda, detido em Ruanda, será em breve extraditado para a República Democrática do Congo.
O ministro explicou por fim aos bispos que as operações militares em Kivu terminarão no fim do mês e que os planos foram estudados com "uma adequada análise dos riscos".