Colômbia (Segunda, 05-01-2009, Gaudium Press) Combater a pobreza para se construir a paz. O caminho apontado reiteradas vezes pelo Papa Bento XVI como principal saída para os diversos conflitos sociais no mundo - apoiado, entre outros, pelo presidente da Conferência Episcopal do Chile (veja matéria) - tem o endosso também do Monsenhor Iván Antonio Marín, vice-presidente da Conferência Episcopal na Colômbia, que abordou a questão em uma breve entrevista à Gaudium Press.
Monsenhor Marín falou sobre a relação pobreza-violência levantada pelo Papa, entre outras ocasiões, no discurso pela Jornada Mundial da Paz, celebrada no primeiro dia de 2009.
Segundo o religioso, o Santo Padre mostra que "existe um malestar tenso e rígido que não nos permite cimentar a paz. Fatores como pouca educação, falta de oportunidades, conduzem para que haja famílias empobrecidas por outras que monopolizaram todos os bens." De acordo com o monsenhor, "a injustiça conduz à pobreza. Por isso, devemos trabalhar todos, em especial os governantes, para vencer as injustiças de qualquer espécie."
Sobre a relação pobreza-violência, o prelado afirma que, embora seja apenas uma das causas, a miséria coloca milhares à margem da sociedade, de forma que "essas pessoas acreditam estar no conflito armado a única saída."
Monsenhor Marín comentou ainda o recente pedido do Papa Bento XVI para que as pessoas orem por todos aqueles que se encontram no poder de seqüestradores atualmente.
"É um pedido justo e necessário; devemos orar para que cesse esse flagelo terrível que é o sequestro. Orar intensamente e preparar os ânimos para o diálogo. Para Deus não há impossibilidades". E terminou, dizendo: "Me alegram muito as palavras de Sua Santidade Bento XVI."