São Tomás diz que a Eucaristia é, em si mesma, o maior dos milagres operados por Deus.
Outros teólogos afirmam ser ela “o milagre dos milagres”, pois nela se verifica uma série de prodígios: a conversão de uma substância em outra substância, a presença de Jesus Cristo em vários lugares ao mesmo tempo, em todos os pontos do globo onde esteja uma Hóstia consagrada, etc.
Entretanto, somente a luz da fé nos leva a crer na Sagrada Eucaristia. Pois, quando o celebrante pronuncia as palavras da Consagração, esse milagre não se opera de modo visível.
Nossos olhos humanos continuam vendo as aparências do pão e do vinho, e não Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente, em corpo, sangue, alma e divindade.
Com frequência, porém, Deus se compraz em manifestar outras maravilhas complementares, para confirmar de modo sensível o milagre máximo operado sobre o Altar.
Assim, os inúmeros fatos prodigiosos relatados por historiadores idôneos constituem uma coroa de glória para o Santíssimo Sacramento.
Além disso, servem para fortificar a fé nas almas dos fiéis e excitá-los à adoração e ao reconhecimento em relação a Jesus Cristo, o qual, segundo expressão do Concílio de Trento: “prodigalizando as riquezas de seu amor no dom da Eucaristia, compraz-se ainda em fazê-la resplandecer aos olhos de todos pelas numerosas maravilhas de seu Poder”.
Vários teólogos de peso atribuem a esses milagres a importância de um argumento – secundário, mas apreciável – para a demonstração do dogma sobre a Sagrada Eucaristia. Entre eles, destaca-se o grande São Roberto Belarmino.