A família não foi criada pelo Estado, mas, pelo contrário, é anterior e superior a este, ensinou o Cardeal Alfonso López Trujillo na conferência inaugural do curso da Fundação Universitária Espanhola.

O Purpurado, que é presidente do Pontifício Conselho da Família, fez uma grave advertência:

Nos últimos anos foram literalmente inventados novos direitos os quais não têm razão de existir.

Há neste momento uma inflação de direitos que são ideologicamente assumidos de modo a aplicar somente num sentido a liberdade que dizem querer e a discriminar quem não pensa da mesma maneira. Isso ocasiona grandes prejuízos à sociedade e à família.

Os direitos sagrados da família estão gravemente ameaçados com essa extraordinária facilidade de criar do nada direitos que não existem.

Lembrou ainda que, conforme os ensinamentos do Papa Bento XVI os políticos não podem elaborar para si uma ideia caprichosa da família, que decorre da lei natural e, portanto, “não é uma condescendência da sociedade, produto dos legisladores”.

Condenou a “práxis irreverente” segundo a qual a lei cria as coisas, e os políticos para os quais “a lei é boa não porque faz o bem, mas simplesmente porque é a lei”.

Por fim, fez notar que, por não se organizarem em sua própria defesa, as famílias são vítimas de leis impostas, e concluiu:

Se as famílias tomam força e exigem respeito, cedo ou tarde serão escutadas pelos governantes. Mas se deixamos passar impunemente tudo quanto acontece na sociedade, sem uma luta de pensamento e de presença com vistas ao futuro, cairemos numa rendição.

 

Análisis Digital, órgão informativo da Arquidiocese de Madri.