A situação epidemiológica do HIV/AIDS continua causando grandes preocupações. Calcula-se que em 2005 chegou a 40,3 milhões o número de pessoas atingidas por ele, das quais 2,3 milhões são menores de 15 anos.

A cada ano aumenta o número de pessoas contagiadas. Em 2005, 4,9 milhões contraíram o vírus; entre essas, 700 mil menores de 15 anos.

Nesse mesmo ano a AIDS causou a morte de 3,1 milhões de pessoas; dessas, 570 mil menores de 15 anos. O HIV/AIDS prossegue semeando mortes em todos os países do mundo.

O melhor cuidado a tomar é a prevenção para evitar o contágio pelo HIV/AIDS que, recordamos, transmite-se unicamente através da tríplice via do sangue, da transmissão via materno-infantil e por contato sexual.

No que diz respeito às transfusões e a outros contatos com o sangue de enfermos, o contágio reduziu-se de modo considerável. Graças a Deus, o contágio materno-filial está fortemente controlado pelo uso de medicamentos adequados.

O terceiro elemento de contágio, por via sexual, continua sendo o mais significativo. Ele é favorecido abundantemente por uma espécie de cultura pansexual que tira o valor da sexualidade, reduzindo-a a um simples prazer, sem lhe dar alcance mais elevado.

Neste campo, a prevenção radical deve provir de uma correta concepção e prática sexual, na qual se entenda a atividade sexual no seu profundo significado, como expressão total e absoluta de doação fecunda de amor.

Essa totalidade nos conduz à exclusividade de seu exercício dentro do Matrimônio único e indissolúvel.

Portanto, a prevenção segura, neste campo, está voltada a intensificar a solidez da família.

Este é o significado profundo do sexto Mandamento da Lei de Deus, que constitui o eixo da autêntica prevenção da AIDS no âmbito da atividade sexual.

 

Cardeal Javier Lozano Barragán – Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde.