— Você gostaria de receber a visita de Nossa Senhora, em sua casa?
A pergunta, geralmente, deixa as pessoas um tanto surpresas. E com razão…
— Mas, como?… Agora? Não estava esperando!
— É uma visita rápida, para abençoar o seu lar.
Com muita frequência, a surpresa é seguida da emoção. A fisionomia materna e bondosa da imagem do Imaculado Coração de Maria é um convite irresistível para deixar tudo de lado e recebê-la.
E diante dela, muitas vezes com a voz embargada pelas lágrimas, as pessoas apresentam à Mãe do Céu seus pedidos e expõem seus problemas.
Quando a imagem se retira, parece que a própria Virgem Maria esteve pessoalmente ali, deixando nas almas muita paz e confiança.
Inserção na comunidade paroquial
Essa é uma cena que se repete dezenas de vezes diariamente, enquanto a equipe dos Arautos do Evangelho realiza uma Missão Mariana numa paróquia.
Após prévia combinação com o pároco, eles batem de porta em porta e rezam com a família na qual são recebidos.
Aproveitam para incentivar a participação nas atividades eclesiais, verificar a situação dos moradores no tocante aos Sacramentos, explicar a importância do dízimo e estimular a inscrição de novos dizimistas.
Finda a Missão, os formulários com os dados de cada lar são entregues ao pároco, proporcionando-lhe um inigualável instrumento para planejar a assistência espiritual a seus paroquianos.
O incentivo à contribuição do dízimo visa criar uma consciência sobre as necessidades da Igreja local e sobre a importância de cada qual colaborar com a própria paróquia.
Às famílias que já colaboram com outras obras católicas – missões, orfanatos, vocações, etc. –, explica-se com clareza que precisam contribuir também, e especialmente, para as iniciativas da comunidade à qual pertencem.
Graças a Deus, as Missões Marianas realizadas pelos Arautos têm tido bastante sucesso nesse campo, suscitando a generosidade dos fiéis e ajudando, assim, no financiamento de muitas obras e atividades paroquiais.
“Quanto mais ajudo a Igreja, mais as coisas melhoram para mim”
Ao longo dos últimos meses, os Arautos realizaram missões desse gênero na cidade do Rio de Janeiro, e os resultados ultrapassaram de muito as expectativas.
De 3058 residências visitadas, 572 famílias assumiram o compromisso de contribuir com o dízimo. “Quanto mais ajudo a Igreja, mais as coisas melhoram para mim” – declarou uma jovem senhora, ao anunciar sua decisão de reinscrever-se nas listas da Pastoral do Dízimo.
Muito numerosos também foram os paroquianos que retomaram o bom costume da frequência aos Sacramentos, dos quais estavam afastados havia anos, e mesmo décadas.
Outros, que até então de “católico” só tinham o nome, tomaram a decisão de participar da vida eclesial, ou assumiram funções na comunidade paroquial.
Maria Santíssima é quem abre os corações
A quem atribuir esses bons resultados? O Papa João Paulo II nos dá a resposta: “Maria é a estrela da Nova Evangelização”.
Sob o benéfico influxo da presença da imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, um simples convite basta para despertar nas almas o desejo de melhorar de vida e de integrar-se nas atividades eclesiais. A Virgem Santíssima é quem abre os corações.
Numa efusiva manifestação de agradecimento, o Pe. Geraldo Machado, Pároco de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, declarou ao se despedir dos jovens missionários:
Vocês são Arautos, mas bem poderiam ser chamados de audaciosos. A gente vê que em vocês há amor de Deus. Sim, porque, pegar uma imagem de Nossa Senhora, colocar nos ombros e sair pelas ruas, entrar num shopping, ou a gente faz por amor de Deus, ou é loucura…
É verdade, mas nada disso seria possível, se Nossa Senhora não obtivesse de seu Filho Jesus graças para o bom êxito dessas atividades: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).
Na realidade, é a Rainha dos Apóstolos quem abre os corações das pessoas visitadas durante a Missão Mariana; é Ela também quem infunde nos evangelizadores a coragem e a força para seguirem nesse importante trabalho de reaproximar da Igreja os cristãos que tiveram a infelicidade de se afastarem dela.