Durante muitos séculos a Teologia procurou explicar essa aparente “tensão” existente entre o rigor e a misericórdia em Deus. Por um lado vemos Deus, ofendido pelo pecado, infligir logo ao fautor a pena devida.
Em outras ocasiões, pelo contrário, contemplamos no mesmo Deus um pasmoso escachoar de bondade. Basta ler as Escrituras para constatar essa realidade.
Para alguns a justiça divina se manifesta sobretudo no Antigo Testamento, enquanto o Novo representa uma radical virada de página na linha da misericórdia, como atestam certos exemplos assombrosos.
Poderíamos citar o perdão concedido à mulher adúltera (cf. Jo 8, 3-11), o diálogo …