Todos os católicos devem ter enorme cuidado ao ler estudos sobre as Sagradas Escrituras. Infelizmente, em muitos ambientes grassa certo espírito naturalista, positivista e racionalista, que confunde as mentes.
Contra isso alertava o Papa Bento XVI, em uma de suas audiências sobre o grande Doutor da Bíblia, São Jerônimo:
Nunca podemos sozinhos ler a Escritura. Encontramos demasiadas portas fechadas e facilmente caímos no erro. […]
Para [São Jerônimo] uma interpretação autêntica da Bíblia devia estar sempre em concordância harmoniosa com a Fé da Igreja Católica.1
No que diz respeito às cartas de São Paulo, aquela cuja autoria mais se questiona é a Epístola aos Hebreus.
Seria muito longo expor a discussão a respeito, mas, em síntese, podemos asseverar que há elementos sérios, sustentados por estudiosos de renome internacional, para afirmar que todas as chamadas cartas paulinas têm São Paulo por autor ou inspirador direto, inclusive a Epístola aos Hebreus.
José María Bover sustenta ser esta de inspiração paulina e até que o Apóstolo encarregou pessoalmente um redator – provavelmente de formação alexandrina – de escrevê-la (cf. Teología de San Pablo. 4.ed. Madrid: BAC, 1967, p.18-41).