Dirigindo-se aos participantes de um congresso sobre os direitos humanos, realizado na Faculdade de Teologia da cidade de Lugano (Suíça), afirmou Dom Angelo Sodano, Secretário de Estado da Santa Sé:

Fala-se hoje do direito de convivência fora do Matrimônio. Mas não é um direito! Será um desejo, uma aspiração de alguns.

Não existe, porém, um direito a outra forma de união a não ser a família. Esta – como a vida, a liberdade, a propriedade – tem seu fundamento no direito natural. E a lei natural é universal e imutável. Contra ela não podem ir as leis civis.

Ainda recentemente, assistimos a um lento trabalho de relativização dos direitos humanos. Começou-se a falar de direitos em movimento, até mesmo a falar do direito ao aborto e a diferentes modelos de família.

Mas não são direitos. Aspirações dessas há muitas, mas isto não significa que se trata de um direito.

A missão dos cristãos é lembrar aos homens que a árvore dos direitos humanos, com todas as suas ramificações, não pode dar fruto se lhe forem cortadas as raízes: separadas destas, a árvore deixará de florescer e secará.

O primeiro terreno do qual a árvore dos direitos humanos extrai a seiva é o da lei natural, escrita por Deus na natureza de cada homem.