No fim da Audiência Geral de 18 de janeiro, o Santo Padre Bento XVI adiantou o tema de sua primeira Encíclica, publicada em 25 de janeiro.
Procuro demonstrar [nessa Encíclica] que o ato personalíssimo que nos vem de Deus é um único ato de amor. Ele deve também exprimir-se como ato eclesial, organizativo.
Se deveras é verdade que a Igreja é expressão do amor de Deus, daquele amor que Deus tem por sua criatura humana, também deve ser verdade que o ato fundamental da fé que cria e une a Igreja e nos dá a esperança da vida eterna e da presença de Deus no mundo, gera um ato eclesial.
Na prática, a Igreja, também como Igreja, como comunidade, em modo institucional, deve amar.
E essa chamada “Caritas” não é uma pura organização, como outras organizações filantrópicas, mas necessária expressão do ato mais profundo do amor pessoal com o qual Deus nos criou, suscitando em nosso coração o estímulo para o amor, reflexo do Deus Amor que nos torna sua imagem.