Desde a sua fundação, a Universidade Notre Dame ofereceu uma contribuição notável para a Igreja no vosso país, mediante o seu compromisso no campo da educação religiosa dos jovens e no ensino de um saber inspirado pela confiança na harmonia entre fé e razão, na busca da verdade e da retidão.
Consciente da importância especial do apostolado para a nova evangelização, desejo manifestar a minha gratidão pelo empenhamento que a Universidade Notre Dame demonstrou ao longo dos anos, ajudando e fortalecendo o ensino católico nas escolas elementares e secundárias nos Estados Unidos.
A inspiração que orientou o sacerdote Edward Sorin e os primeiros religiosos da Congregação da Santa Cruz na instituição da Universidade Notre Dame du Lac permanece fulcral, nas circunstâncias transformadas do século XXI, para a identidade que caracteriza a Universidade e o seu serviço à Igreja e à sociedade norte-americana.
Na minha recente Exortação Apostólica sobre a alegria do Evangelho pus em evidência a dimensão missionária do discipulado cristão, que tem necessidade de se tornar evidente na vida das pessoas e no trabalho de cada uma das instituições eclesiais.
Este empenhamento a favor de um “discipulado missionário” deveria ser entendido de maneira totalmente especial nas Universidades católicas.1
Uma vez que, pela sua própria natureza, estão comprometidas em demonstrar a harmonia existente entre fé e razão, pondo em evidência a relevância da mensagem cristã para uma existência humana vivida em plenitude e autenticidade.
A este propósito, é essencial um testemunho intrépido das Universidades católicas a respeito do ensinamento moral da Igreja e da defesa da liberdade de fomentar tais ensinamentos, enquanto eles são proclamados com autoridade pelo magistério dos Pastores, precisamente nas e através das instituições de formação da Igreja.
Formulo votos a fim de que a Universidade Notre Dame continue a oferecer o seu testemunho indispensável e inequívoco deste aspecto da identidade católica fundamental que lhe é própria, de maneira particular perante as tentativas, de onde quer que provenham, de a diluir.
E isto é importante: a própria identidade, como foi desejada desde os primórdios. Defendê-la, conservá-la e levá-la a progredir!
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas