A acolhedora igreja de San Benedetto in Piscinula, lugar onde São Bento viveu alguns anos em sua juventude, recebeu no dia 22 de abril uma visita que ficará registrada nos anais deste milenar templo: o Cardeal Dom Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero.

Ali reencontrou-se com os Arautos em torno da mesa eucarística.

As palavras iniciais de sua homilia deixam transparecer a emotividade dessa circunstância, em que muitos Arautos puderam rever seu tão saudoso e paternal pastor, do tempo em que foi Arcebispo de São Paulo:

Quero dizer que me sinto muito feliz com o convite de vir aqui celebrar.

Assim eu reencontro os Arautos do Evangelho que vêm da nossa querida Arquidiocese de São Paulo, onde fui Arcebispo, praticamente, todo o tempo desde o nascimento formal dos Arautos do Evangelho.

Tenho acompanhado desde o início toda essa bela história dos Arautos. Por isso me sinto também muito feliz, pertencendo um pouco a essa história.

Há um capítulo muito especial, aqui em Roma, com a cedência desta igreja histórica, antiguíssima, que nos fala de todas as tradições e da História da Igreja, por sua própria estrutura antiga, bonita, emocionante. 

Nós podemos estar aqui num ambiente que foi construído há mil anos quase. Isso é, realmente, algo muito especial que nos faz reviver essa tradição da Igreja.

Na verdade, a tradição não é outra coisa senão a forma como a Igreja viveu o Evangelho através desses dois milênios: com amor, com fé e comunhão.

Uma tradição muito dinâmica, porque acompanha a História.  Deus se faz História e continua fazendo História até o fim dos tempos.

E nós fomos inseridos nesta História da Salvação, na esperança escatológica do fim dos tempos, quando a História terminar, e nós também pudermos participar da vida eterna, junto do Pai. 

Eu queria muito dizer isso de coração aos Arautos do Evangelho, para que sintam essa experiência muito forte de ter um lugar no centro do Cristianismo, aqui em Roma.

Quero também cumprimentar, claro, os que serão ordenados no próximo sábado. E augurar-lhes um ministério santo, frutuoso, segundo aquilo que nós esperamos dos Arautos do Evangelho.

Vocês são arautos, querem levar o Evangelho ao mundo. Já estão em 60 países, contava-me o Pe. João.

Que vocês continuem assim, a crescer, a se fortalecer e a serem discípulos fiéis de Jesus Cristo, como Arautos do Evangelho.